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FAP e RAT: acidentes aumentam custos

26 de agosto de 2026


FAP acidentes de trabalho é um tema que precisa sair da mesa da contabilidade e entrar na rotina estratégica de Segurança e Saúde no Trabalho. Muitas empresas ainda enxergam acidente apenas como afastamento, CAT, dor operacional ou problema jurídico. Mas acidente também pode afetar custo previdenciário, RAT, GILRAT, folha, contratos, auditorias, indicadores, eSocial, PGR, PCMSO e reputação da empresa. O ponto central é simples: quanto pior a gestão de acidentes, afastamentos e doenças relacionadas ao trabalho, maior tende a ser a exposição financeira, técnica e documental da organização.

A AMBRAC apoia empresas na prevenção de acidentes, gestão de Comunicação de Acidente de Trabalho, Programa de Gerenciamento de Riscos, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, eSocial SST, S-2210, S-2230, indicadores de afastamento, investigação de causas, plano de ação, treinamentos, laudos, documentação ocupacional e evidências preventivas. O objetivo é ajudar a empresa a entender que prevenção não é apenas obrigação: é gestão de custo, risco e continuidade operacional.

Conteúdo da Postagem:

Resposta direta: como FAP e RAT podem aumentar o custo da empresa?

O FAP, Fator Acidentário de Prevenção, é um multiplicador atualmente calculado por estabelecimento, que varia de 0,5000 a 2,0000 e é aplicado sobre as alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho. (gov.br)

A Receita Federal explica que o FAP funciona no sistema bônus x malus: a alíquota de contribuição de 1%, 2% ou 3%, destinada ao financiamento de benefícios decorrentes do grau de incidência de incapacidade laborativa pelos riscos ambientais do trabalho, pode ser reduzida em até 50% ou aumentada em até 100%, conforme o desempenho da empresa em relação à sua atividade econômica, apurado pelos índices de frequência, gravidade e custo. (gov.br)

Em termos práticos, empresas com menor acidentalidade podem ser bonificadas, enquanto empresas com maior frequência, gravidade e custo previdenciário relacionado a acidentes e doenças do trabalho podem pagar mais. O serviço oficial de consulta do FAP informa que o fator pode reduzir ou aumentar a alíquota destinada aos Riscos Ambientais do Trabalho e que empresas com menos acidentes podem ter redução de até 50%, enquanto empresas com maior frequência de acidentes podem ter aumento de até 100%. (gov.br)

Por Lucas Esteves, Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.

Por que FAP e RAT precisam entrar na gestão de SST

FAP e RAT precisam entrar na gestão de SST porque acidente de trabalho não termina no atendimento médico. Ele pode gerar CAT, afastamento, benefício previdenciário, investigação, plano de ação, estabilidade, perícia, ação trabalhista, alteração de indicadores, impacto em contratos, auditorias de clientes e reflexos econômicos. Quando a empresa só reage depois do acidente, ela perde a oportunidade de controlar a causa, corrigir o processo e reduzir recorrência.

A Receita Federal também aponta que, com a Lei nº 10.666/2003, o GILRAT passou a ser alterado pelo FAP, índice que pode aumentar ou diminuir o valor do GILRAT, multiplicando-o por número entre 0,5000 e 2,0000, calculado anualmente com base nos acidentes de trabalho da própria empresa, considerando frequência, custo e gravidade. (gov.br)

Isso transforma a prevenção em tema de diretoria. Uma queda, corte, queimadura, acidente com máquina, exposição química, doença ocupacional, afastamento por esforço repetitivo, acidente de trajeto quando aplicável, agressão externa ou acidente com terceirizado pode revelar falha sistêmica. Se a empresa não investiga, não registra e não corrige, o problema se repete.

O Programa de Gerenciamento de Riscos é a materialização do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e visa à melhoria contínua das condições de exposição dos trabalhadores por ações multidisciplinares e sistematizadas. (gov.br) Por isso, PGR não deve ser arquivo estático. Deve ser usado para reduzir acidentes, afastamentos e custos relacionados ao risco ocupacional.

“FAP e RAT mostram que acidente de trabalho também fala a língua do financeiro. Quando a empresa não investiga causa, não atualiza PGR, não acompanha afastamentos e não executa plano de ação, o acidente deixa de ser evento isolado e passa a ser custo recorrente.”

Lucas Esteves, AMBRAC

Obrigação legal e recomendação preventiva: qual é a diferença?

A obrigação legal envolve enquadramento correto do RAT/GILRAT, aplicação do FAP, cumprimento das obrigações previdenciárias e trabalhistas, emissão de CAT quando cabível, envio de eventos do eSocial, elaboração e atualização do PGR quando aplicável, desenvolvimento do PCMSO, realização de exames ocupacionais, investigação de acidentes, execução de medidas de prevenção e manutenção de documentação técnica coerente. A alíquota básica relacionada aos riscos ambientais do trabalho é tradicionalmente associada aos percentuais de 1%, 2% ou 3%, conforme risco leve, médio ou grave. (gov.br)

A recomendação preventiva é tratar FAP e RAT como indicador de gestão. A empresa deve acompanhar acidentes, quase acidentes, afastamentos, benefícios, setores críticos, funções com maior recorrência, causas imediatas, causas básicas, medidas corretivas, efetividade do plano de ação, treinamentos, EPI, EPC, ergonomia, riscos psicossociais, jornada e comportamento de risco.

Essa diferença evita dois erros. O primeiro é achar que FAP é assunto apenas do contador. O segundo é achar que prevenção é custo sem retorno. Quando a gestão de SST reduz acidentes e afastamentos, ela protege pessoas e também melhora a previsibilidade financeira da empresa.

Tabela prática: acidente, impacto e ação preventiva

Situação na empresa Impacto provável Ação preventiva recomendada
Acidentes recorrentes no mesmo setor Aumento de afastamentos, CAT, custos e exposição documental Investigar causas, revisar PGR e executar plano de ação mensurável
CAT emitida sem investigação Registro do evento sem aprendizado preventivo Integrar S-2210, análise de acidente, evidências e medidas corretivas
Afastamentos frequentes por dores ou lesões Sinal de risco ergonômico, sobrecarga ou falha de processo Cruzar PCMSO, PGR, função, jornada, pausas e indicadores por setor
PGR genérico e plano de ação sem execução Prevenção apenas documental, sem redução real de risco Priorizar riscos críticos, responsáveis, prazos, evidências e auditoria interna
Gestores não comunicam quase acidentes A empresa só aprende quando ocorre acidente com dano Criar cultura de relato, DDS, inspeções e correção antes do acidente
FAP consultado apenas pela contabilidade Diretoria não enxerga relação entre acidente, custo e prevenção Incluir FAP/RAT no painel de SST, RH, financeiro e gestão de riscos

A tabela mostra que FAP e RAT não devem ser analisados apenas no fechamento fiscal. Eles devem orientar gestão preventiva.

Os 7 erros que aumentam risco de custo com FAP, RAT e acidentes de trabalho

1. Tratar acidente de trabalho como evento isolado

O primeiro erro é encerrar o assunto depois do atendimento médico ou da CAT. Acidente de trabalho precisa ser investigado. A empresa deve entender o que aconteceu, por que aconteceu, quais barreiras falharam, qual risco já estava previsto no PGR, qual medida do plano de ação não foi executada, qual treinamento foi insuficiente, qual EPI ou EPC falhou e o que deve mudar para evitar recorrência.

O Manual Web Geral do eSocial informa que a CAT deve ser emitida em relação a todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade; quando o acidente resultar em afastamento, o declarante também deve enviar o evento S-2230 - Afastamento Temporário. (gov.br)

Isso significa que acidente pode gerar uma cadeia digital e documental. Se a empresa não controla essa cadeia, perde rastreabilidade.

2. Não conectar CAT, S-2210, S-2230 e afastamentos

O segundo erro é separar os eventos. O S-2210 comunica acidente de trabalho. O S-2230 informa afastamento temporário quando o acidente resulta em afastamento. O PCMSO pode exigir avaliação de retorno. A folha precisa refletir ausência, benefício, retorno e remuneração. O PGR precisa receber a informação para análise de risco.

O eSocial possui regra para evitar inconsistência na cronologia entre CAT e afastamento: em caso de retificação da data do acidente no S-2210, deve-se verificar existência de evento subsequente de afastamento decorrente de acidente de trabalho para evitar inconsistência. (gov.br)

Esse detalhe mostra que o sistema enxerga a cadeia dos fatos. A empresa também precisa enxergar.

3. Deixar PGR sem plano de ação executado

O terceiro erro é ter PGR apenas para cumprir documento. O Ministério do Trabalho informa que o PGR é a materialização do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e visa à melhoria contínua das condições de exposição dos trabalhadores por ações multidisciplinares e sistematizadas. (gov.br)

Se o PGR identifica risco de queda, corte, ruído, calor, produto químico, máquina, ergonomia, agressão externa ou fadiga, mas o plano de ação não é executado, a empresa mantém o risco ativo. Quando o acidente ocorre, fica mais difícil demonstrar prevenção real.

A AMBRAC apoia empresas na revisão de inventário de riscos, plano de ação, responsáveis, prazos, evidências e indicadores para que o PGR deixe de ser documento parado.

4. Ignorar PCMSO como fonte de indicador de custo e risco

O quarto erro é separar Medicina Ocupacional da gestão de acidentes. A NR-7 estabelece que o PCMSO tem o objetivo de proteger e preservar a saúde dos empregados em relação aos riscos ocupacionais conforme a avaliação de riscos do PGR. Também prevê que o PCMSO deve estar harmonizado com o conjunto mais amplo de iniciativas da organização no campo da saúde dos empregados. (gov.br)

Na prática, exames ocupacionais, ASO, relatório analítico, retorno ao trabalho, queixas recorrentes, afastamentos, agravos, função crítica e dados agregados de saúde ajudam a identificar onde a empresa está perdendo prevenção. Se muitos trabalhadores de um setor apresentam queixas semelhantes, o problema pode estar no processo, no ritmo, na ergonomia ou na exposição.

PCMSO não é pasta de exames. É inteligência de saúde ocupacional.

5. Não acompanhar quase acidentes e incidentes

O quinto erro é registrar apenas acidente com dano. Quase acidente é oportunidade barata de prevenção. Se uma escada escorregou, uma máquina quase prensou a mão, uma carga caiu sem atingir ninguém, um trabalhador quase sofreu choque, um produto químico vazou ou um cliente ameaçou a equipe, a empresa recebeu um alerta.

Quando a empresa ignora quase acidentes, ela espera o dano acontecer para agir. Isso aumenta chance de CAT, afastamento, benefício e repercussão nos indicadores de frequência, gravidade e custo.

A prevenção efetiva exige canal de relato, DDS, inspeções, investigação simples, plano de ação e retorno aos trabalhadores sobre o que foi corrigido.

6. Não consultar e analisar o FAP por estabelecimento

O sexto erro é não consultar o FAP com visão gerencial. O Ministério da Previdência informa que o FAP é calculado por estabelecimento e que o sistema para consulta foi modernizado, com acesso via GOV.BR. (gov.br)

Se a empresa tem múltiplas unidades, cada estabelecimento pode ter realidade diferente. Um centro de distribuição pode concentrar acidentes por movimentação de carga. Uma loja pode ter quedas e cortes. Uma fábrica pode ter exposição a ruído, máquinas e calor. Uma clínica pode ter risco biológico. Olhar apenas o CNPJ principal pode esconder o setor ou estabelecimento que mais exige ação.

O FAP deve ser analisado junto com acidentes, afastamentos, CAT, NTEP quando aplicável, benefícios, PGR, PCMSO e plano de ação. A contestação, quando cabível, deve ser conduzida com suporte contábil, jurídico e documental consistente.

7. Não envolver a liderança operacional

O sétimo erro é deixar SST isolado. Nenhum técnico, médico, contador ou RH consegue reduzir acidentes se a liderança operacional normaliza atalho, improviso, pressa, EPI mal usado, falta de bloqueio, escada inadequada, máquina sem proteção, pausa ignorada, jornada excessiva ou pressão por produtividade sem segurança.

O FAP mostra efeito econômico, mas a causa geralmente nasce no chão da operação. Supervisores, encarregados, gerentes e líderes precisam participar de inspeções, DDS, investigação de acidente, cobrança de plano de ação, liberação de recursos e mudança de conduta.

Acidente recorrente quase sempre é sinal de liderança que viu o risco antes e não tratou com prioridade suficiente.

Quais empresas precisam olhar para FAP e RAT com mais atenção?

A resposta objetiva é: todas as empresas com empregados, risco operacional, afastamentos, acidentes, CAT, atividades com máquinas, transporte, carga, manutenção, altura, eletricidade, produtos químicos, ruído, calor, risco biológico, esforço físico, atendimento ao público, violência externa, ergonomia crítica ou trabalho em turnos devem acompanhar FAP, RAT e indicadores de SST.

O risco é maior em indústrias, construção, logística, transporte, supermercados, restaurantes, hospitais, clínicas, laboratórios, escolas, condomínios, portarias, segurança, limpeza, manutenção, facilities, agronegócio, oficinas, empresas de instalação, empresas com frota e operações com terceirizados.

Pequenas empresas também precisam atenção. Um acidente grave pode desorganizar equipe, gerar afastamento, custo, investigação, substituição, perda de produtividade e questionamentos documentais. Prevenção não depende do tamanho da empresa; depende da qualidade da gestão.

Quais documentos devem conversar com FAP, RAT e acidentes?

A empresa deve conferir PGR, inventário de riscos, plano de ação, PCMSO, relatório analítico, ASO, CAT, S-2210, S-2230, investigação de acidente, registros de quase acidente, ficha de EPI, treinamentos, DDS, ordens de serviço, inspeções, laudos, LTCAT, PPP quando aplicável, controle de jornada, afastamentos, atestados, retorno ao trabalho, CIPA quando houver, registros de manutenção, permissões de trabalho, análise preliminar de risco e evidências de correção.

O serviço oficial de consulta do FAP informa que informações e dados referentes à documentação, laudos técnicos, CATs, decisões judiciais ou comprovação de divergência de dados podem ser necessários em processos de contestação ou recurso, conforme o motivo alegado pela empresa. (gov.br)

Isso reforça que documentação de SST não serve apenas para fiscalização trabalhista. Ela também pode ser relevante na defesa técnica, previdenciária, administrativa e financeira da empresa.

O que não deve ser feito na gestão de FAP, RAT e acidentes?

A empresa não deve esconder acidentes, não emitir CAT quando cabível, emitir CAT sem investigar, tratar afastamentos como evento isolado, deixar PGR genérico, arquivar PCMSO sem análise, ignorar quase acidentes, permitir EPI sem controle, fazer DDS apenas formal, deixar plano de ação sem execução, consultar FAP apenas uma vez por ano ou deixar a contabilidade lidar sozinha com o impacto financeiro.

Também não deve prometer que uma consultoria vai “zerar FAP”, eliminar todo acidente ou garantir ausência de passivo. Isso seria tecnicamente inadequado. O correto é reduzir risco por gestão: identificar perigos, avaliar exposição, executar medidas, acompanhar indicadores, corrigir causas e manter evidências.

Prevenção não é promessa. É processo contínuo.

Checklist estratégico para reduzir risco de custo com FAP e RAT

Perguntas que a empresa precisa responder
  • A empresa consulta e analisa o FAP por estabelecimento?
  • Acidentes de trabalho são investigados com causa, evidência e plano de ação?
  • CAT, S-2210 e S-2230 conversam entre si quando há afastamento?
  • Quase acidentes são registrados ou a empresa só age quando há dano?
  • O PGR possui plano de ação executado, com responsável, prazo e evidência?
  • O PCMSO usa dados de afastamentos, exames e agravos para orientar prevenção?
  • Setores com mais acidentes possuem intervenção específica?
  • Lideranças participam de inspeções, DDS e análise de acidentes?
  • Documentos técnicos sustentam eventual contestação, auditoria ou fiscalização?
  • A diretoria entende que SST afeta custo, produtividade e continuidade operacional?

Estudos de Caso AMBRAC

Os estudos de caso abaixo mostram como acidentes de trabalho podem revelar falhas de gestão que impactam segurança, saúde, eSocial e custo previdenciário.

Estudo de Caso 1 - Acidentes repetidos no mesmo setor sem plano de ação

Uma empresa registrava pequenos acidentes recorrentes em um setor de manutenção. Os eventos eram tratados como descuido individual, mas não havia investigação de causa, revisão de procedimento nem acompanhamento do plano de ação.

  • Contexto: Cortes, impactos e quase acidentes repetidos na mesma área;
  • Desafio: Sair da culpabilização individual e identificar causa sistêmica;
  • Diagnóstico AMBRAC: A empresa registrava ocorrência, mas não transformava acidente em prevenção;
  • Plano de ação: Revisão de PGR, análise de risco da tarefa, DDS direcionado, inspeções e controle de ações corretivas;
  • Resultado: Melhor rastreabilidade das causas e maior disciplina na execução das medidas preventivas.
Estudo de Caso 2 - CAT emitida sem integração com afastamento e retorno

Um trabalhador sofreu acidente, a CAT foi emitida, mas o afastamento no eSocial e o retorno ao trabalho não foram acompanhados em conjunto. O RH, o DP e a área de SST tratavam o mesmo evento em fluxos separados.

  • Contexto: CAT, afastamento e retorno controlados por áreas diferentes;
  • Desafio: Evitar inconsistência entre S-2210, S-2230, ASO de retorno e folha;
  • Diagnóstico AMBRAC: O acidente era um só, mas a empresa tinha três narrativas documentais;
  • Plano de ação: Fluxo único para acidente com afastamento, checklist de retorno e revisão de documentos ocupacionais;
  • Resultado: Maior coerência entre evento digital, saúde ocupacional e gestão de RH.
Estudo de Caso 3 - Diretoria só descobriu o custo depois do FAP

Uma empresa consultava o FAP apenas com a contabilidade. A diretoria não recebia indicadores de acidentes, afastamentos, quase acidentes ou setores críticos. Quando o impacto financeiro apareceu, percebeu que a prevenção não estava conectada à gestão de custos.

  • Contexto: FAP tratado como número fiscal, sem integração com SST;
  • Desafio: Transformar indicador previdenciário em decisão preventiva;
  • Diagnóstico AMBRAC: A empresa media custo depois, mas não controlava causas antes;
  • Plano de ação: Painel com acidentes, afastamentos, CAT, quase acidentes, PGR, PCMSO e ações corretivas;
  • Resultado: Melhor visão gerencial sobre segurança, saúde, custo e prioridades de investimento.

Leia também: postagens recomendadas

Para aprofundar o tema e fortalecer sua gestão de Medicina e Segurança do Trabalho, confira também:

FAQ – dúvidas técnicas sobre FAP, RAT e acidentes de trabalho

FAP, RAT e acidentes de trabalho geram dúvidas porque misturam folha, previdência, contabilidade, segurança do trabalho, medicina ocupacional, CAT, afastamentos, eSocial e gestão de riscos. O ponto central é: acidente não é apenas ocorrência operacional; pode virar impacto financeiro e documental.

O que é FAP?

FAP é o Fator Acidentário de Prevenção, multiplicador calculado por estabelecimento, que varia de 0,5000 a 2,0000 e é aplicado sobre as alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.

O que é RAT ou GILRAT?

RAT ou GILRAT está relacionado à contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. As alíquotas básicas tradicionalmente indicadas são 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco.

FAP pode aumentar ou reduzir a alíquota da empresa?

Sim. O serviço oficial de consulta do FAP informa que ele pode reduzir ou aumentar a alíquota destinada aos Riscos Ambientais do Trabalho, com redução de até 50% para empresas com menos acidentes e aumento de até 100% para empresas com maior frequência de acidentes.

Quais índices influenciam o FAP?

A Receita Federal informa que o desempenho da empresa é apurado conforme resultados obtidos a partir dos índices de frequência, gravidade e custo, calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social.

CAT influencia a gestão do FAP?

A CAT integra a documentação de acidente de trabalho e deve ser emitida quando cabível. O Manual Web Geral do eSocial informa que a CAT deve ser emitida para acidente ou doença relacionada ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Se o acidente gera afastamento, o que a empresa deve observar no eSocial?

Quando o acidente de trabalho resulta em afastamento, além da CAT pelo S-2210, o declarante deve enviar o evento S-2230 - Afastamento Temporário, conforme Manual Web Geral do eSocial.

PGR ajuda a reduzir risco de acidentes?

Sim. O PGR é a materialização do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e visa à melhoria contínua das condições de exposição dos trabalhadores por ações multidisciplinares e sistematizadas.

PCMSO conversa com FAP e RAT?

O PCMSO não calcula FAP ou RAT, mas contribui para prevenção ao proteger e preservar a saúde dos empregados em relação aos riscos ocupacionais avaliados no PGR. Exames, afastamentos e indicadores de saúde ocupacional ajudam a identificar setores críticos.

FAP deve ser acompanhado apenas pela contabilidade?

Não. A contabilidade é essencial, mas FAP deve ser acompanhado também por RH, SST, Medicina Ocupacional, jurídico e liderança operacional, porque seus fatores têm relação direta com acidentes, afastamentos, benefícios e prevenção.

Como a AMBRAC ajuda empresas nesse tema?

A AMBRAC apoia empresas na prevenção de acidentes, revisão de PGR, PCMSO, CAT, S-2210, S-2230, indicadores de afastamento, investigação de acidentes, plano de ação, treinamentos e documentação preventiva para gestão de riscos ocupacionais.

Conclusão

FAP acidentes de trabalho é um tema que demonstra, de forma concreta, que Segurança e Saúde no Trabalho também impactam custo. Acidente não é apenas evento humano, operacional ou jurídico. Ele pode influenciar afastamentos, benefícios, CAT, eSocial, FAP, RAT, GILRAT, folha, auditorias e percepção de risco da empresa.

A obrigação legal é cumprir corretamente a apuração, as obrigações previdenciárias, a emissão de CAT, os eventos do eSocial, o PGR, o PCMSO e a documentação de SST. A recomendação estratégica é usar FAP e RAT como alerta de gestão: onde há acidente recorrente, há risco mal controlado; onde há afastamento frequente, há indicador que precisa ser investigado; onde há plano de ação parado, há custo esperando para aparecer.

A AMBRAC apoia empresas que querem sair da lógica reativa e transformar prevenção em vantagem operacional. Reduzir acidente não é apenas proteger vidas, embora isso seja o mais importante. É também proteger caixa, produtividade, continuidade e segurança documental.

Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa

A AMBRAC apoia empresas que precisam revisar acidentes, afastamentos, PGR, PCMSO, CAT, eSocial SST, indicadores e documentação preventiva com visão técnica e gerencial.

Gestão preventiva de acidentes e indicadores
  • Mapeamento de acidentes, quase acidentes, afastamentos e setores críticos;
  • Revisão de CAT, S-2210, S-2230, investigação e documentação de suporte;
  • Análise de causas, medidas corretivas, responsáveis, prazos e evidências;
  • Integração de indicadores de SST com RH, DP, contabilidade, jurídico e liderança;
  • Apoio na leitura preventiva de fatores que podem impactar FAP, RAT e custos indiretos.
PGR, PCMSO e plano de ação com foco em prevenção real
  • Revisão do PGR, inventário de riscos e plano de ação executável;
  • Integração do PCMSO com riscos, afastamentos, exames e relatório analítico;
  • Organização de DDS, treinamentos, inspeções, EPI, EPC e ordens de serviço;
  • Criação de evidências para auditorias, fiscalizações, clientes e demandas trabalhistas;
  • Acompanhamento preventivo para reduzir recorrência de acidentes e fortalecer cultura de segurança.

Sua empresa sabe quanto os acidentes podem custar além do afastamento?

Se a sua empresa tem acidentes recorrentes, afastamentos, CAT, dúvidas sobre S-2210, S-2230, PGR, PCMSO, FAP, RAT, GILRAT, plano de ação ou indicadores de SST, a AMBRAC pode apoiar sua equipe com uma revisão técnica, integrada e preventiva, sem prometer ausência de passivos e sem substituir avaliação jurídica, contábil ou tributária individual. Solicitar diagnóstico de acidentes, FAP e SST

 

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