JavaScript must be enabled in order for you to see "WP Copy Data Protect" effect. However, it seems JavaScript is either disabled or not supported by your browser. To see full result of "WP Copy Data Protector", enable JavaScript by changing your browser options, then try again.
 

Choque elétrico no trabalho 2026: 7 falhas críticas

22 de julho de 2026


Choque elétrico no trabalho em 2026 precisa ser tratado como risco crítico, mesmo quando a empresa não pertence ao setor elétrico. Escritórios, condomínios, clínicas, escolas, supermercados, restaurantes, indústrias, oficinas, lojas, galpões logísticos, hospitais, obras e empresas de manutenção podem expor trabalhadores a instalações improvisadas, quadros abertos, fios danificados, extensões sobrecarregadas, equipamentos sem manutenção, painéis sem identificação, ausência de bloqueio, terceiros sem integração, eletricidade estática, áreas classificadas e serviços realizados por pessoas não autorizadas. A NR-10 estabelece requisitos e condições mínimas para medidas de controle e sistemas preventivos voltados à segurança e saúde de trabalhadores que interajam direta ou indiretamente com instalações elétricas e serviços com eletricidade.

A NR-10 se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados em suas proximidades. Isso significa que o risco elétrico não está restrito ao eletricista: pode envolver manutenção predial, limpeza, TI, ar-condicionado, máquinas, telhados, painéis solares, bombas, portões, iluminação, cozinhas industriais, equipamentos hospitalares, ferramentas elétricas e terceiros contratados.

A própria NR-10 determina que, em todas as intervenções em instalações elétricas, sejam adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. Portanto, choque elétrico não pode ser tratado apenas como falha individual; precisa estar integrado ao PGR, ao plano de ação, ao treinamento, à autorização dos trabalhadores, ao PCMSO, ao prontuário das instalações elétricas e à gestão de terceiros.

Por Lucas Esteves, Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.

Conteúdo da Postagem:

Por que choque elétrico é uma falha grave de gestão

O choque elétrico raramente nasce de um único erro. Normalmente, há uma cadeia de falhas: instalação antiga, manutenção atrasada, quadro sem identificação, trabalhador sem autorização, ausência de procedimento, improviso com extensão, equipamento sem inspeção, falta de aterramento, pressão por resolver rápido, serviço terceirizado sem integração, área molhada, falta de bloqueio, ausência de análise de risco ou liderança que permite “dar um jeito”.

O problema é que muitas empresas só enxergam eletricidade quando ocorre acidente. Antes disso, o risco fica escondido em tomadas aquecendo, disjuntores desarmando, fios expostos, benjamins, emendas, equipamentos com carcaça energizada, choques leves tratados como “susto”, quadros acessíveis, manutenção informal e ordens verbais para “verificar a energia”.

A NR-1 organiza o gerenciamento de riscos ocupacionais e indica que o PGR deve ser usado para estruturar identificação de perigos, avaliação de riscos, medidas de prevenção, plano de ação e acompanhamento. Quando há energia elétrica no ambiente de trabalho, o risco precisa aparecer no inventário de riscos e nas medidas preventivas aplicáveis.

“Choque elétrico não é acidente simples. Mesmo quando parece leve, ele indica falha de controle. A empresa precisa olhar instalação, autorização, treinamento, análise de risco, bloqueio, terceirização, manutenção e prontuário elétrico. O improviso em eletricidade cobra caro.”

Lucas Esteves, AMBRAC

Choque elétrico não acontece apenas com eletricistas

O erro mais comum é acreditar que NR-10 é tema exclusivo de eletricista. Na prática, trabalhadores de manutenção predial, limpeza, TI, portaria, recepção, cozinha, estoque, facilities, refrigeração, jardinagem, montagem, pintura, telhado, comunicação visual, câmeras, segurança eletrônica e manutenção de máquinas podem interagir com instalações elétricas ou trabalhar nas proximidades de riscos elétricos.

A NR-10 prevê que trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas, mas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada, devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar possíveis riscos e adotar precauções cabíveis.

Isso muda a gestão. A empresa precisa diferenciar quem é autorizado a intervir em instalação elétrica, quem apenas trabalha próximo, quem aciona equipamentos, quem acompanha terceiros, quem limpa áreas com quadros e quem nunca deve acessar painéis, tomadas, disjuntores ou instalações.

Tabela prática: risco elétrico, evidência e falha comum

Situação crítica Evidência esperada Falha comum
Intervenção em instalação elétrica Trabalhador autorizado, análise de risco, procedimento e medidas de controle Permitir “ajuste rápido” por pessoa sem autorização
Quadros elétricos Identificação, acesso controlado, sinalização, conservação e documentação técnica Quadro aberto, sem identificação ou usado como depósito
Manutenção terceirizada Integração, qualificação, autorização, escopo, documentos e supervisão Contratar pelo menor preço sem validar competência e risco
Extensões e tomadas Inspeção, dimensionamento, ausência de improvisos e regra de uso Usar adaptadores, benjamins e emendas como solução permanente
Trabalho em área molhada Avaliação de risco, isolamento, equipamentos adequados e procedimento seguro Lavar área próxima a instalação energizada sem controle
Acidente ou choque leve Atendimento, investigação, avaliação de CAT/S-2210 e revisão do PGR Tratar como susto e mandar o trabalhador voltar ao posto

A tabela mostra que a prevenção elétrica depende de controle documental e operacional. Não basta “ter eletricista”. A empresa precisa saber quem pode intervir, em qual instalação, com qual procedimento, em qual condição e sob qual evidência de segurança.

As 7 falhas críticas no choque elétrico no trabalho

1. Permitir intervenção por trabalhador não autorizado

A primeira falha é permitir que qualquer pessoa mexa em disjuntor, tomada, fiação, equipamento, luminária, extensão, quadro, bomba, motor ou painel. Isso acontece quando a empresa valoriza agilidade acima da segurança: “só troca ali”, “só religa”, “só aperta”, “só vê se tem energia”, “só arruma a tomada”.

A NR-10 exige que os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas tenham essa condição consignada no sistema de registro de empregados da empresa. Também diferencia trabalhador qualificado, profissional legalmente habilitado, trabalhador capacitado e trabalhador autorizado.

Na prática, a empresa precisa ter matriz de autorização: quem pode acessar, quem pode intervir, quem apenas acompanha, quem está proibido de intervir e quem deve acionar manutenção especializada. Sem isso, a liderança cria risco ao pedir “ajuda” para quem não deveria tocar na instalação.

2. Não fazer análise de risco antes da intervenção

A segunda falha é executar manutenção elétrica sem análise de risco. O trabalhador chega, abre o quadro, mexe no equipamento, troca componente ou testa circuito sem planejamento formal. Em eletricidade, improviso pode ser fatal.

A NR-10 determina que, em todas as intervenções em instalações elétricas, sejam adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais mediante técnicas de análise de risco. Isso inclui não apenas o risco de choque, mas também queda, incêndio, explosão, arco elétrico, calor, espaço confinado, trabalho em altura, umidade, ferramentas, terceiros e organização do trabalho.

A análise de risco deve ser tratada como requisito de liberação da atividade, não como papel preenchido depois. Se a atividade envolve energia elétrica, a empresa precisa avaliar condição da instalação, ambiente, trabalhadores autorizados, documentos, medidas de prevenção e plano de emergência.

3. Manter prontuário elétrico incompleto ou inexistente

A terceira falha é não possuir documentação técnica suficiente das instalações elétricas. A NR-10 obriga as empresas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos, com especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Também prevê prontuário de instalações elétricas para estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW, contendo documentos técnicos e administrativos mínimos.

Quando o prontuário está incompleto, a empresa opera no escuro: não sabe se o aterramento está adequado, se os dispositivos de proteção existem, se os quadros estão identificados, se houve alteração sem projeto, se as inspeções foram feitas ou se o sistema ainda corresponde à instalação real.

O risco aumenta em prédios antigos, empresas que cresceram por reformas sucessivas, galpões alugados, condomínios comerciais, lojas com adaptações, clínicas com equipamentos novos, cozinhas industriais, oficinas e indústrias com máquinas adicionadas sem atualização elétrica.

4. Tratar choque leve como “susto”

A quarta falha é ignorar pequenos choques. Um trabalhador relata que tomou choque em equipamento, tomada, máquina, bebedouro, extensão, computador, geladeira, painel, ar-condicionado ou ferramenta. A resposta da liderança é: “deve ser estática”, “isso sempre acontece”, “usa outro ponto”, “depois chamamos alguém”.

Esse comportamento é grave. Choque leve pode indicar fuga de corrente, aterramento inadequado, isolamento danificado, umidade, equipamento defeituoso, instalação irregular ou falha de manutenção. Mesmo quando não há afastamento, um evento relacionado ao trabalho pode exigir avaliação de CAT/S-2210 e investigação.

O Manual Web Geral do eSocial informa que o evento S-2210 deve ser usado para comunicar acidente de trabalho ainda que não haja afastamento, e que a CAT deve ser emitida em relação a todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

5. Usar EPI como substituto de controle coletivo e procedimento

A quinta falha é acreditar que luva, bota, óculos ou uniforme resolvem qualquer risco elétrico. EPI é importante, mas não substitui projeto, aterramento, seccionamento, sinalização, bloqueio, dispositivo de proteção, procedimento, ferramentas adequadas, autorização, treinamento e supervisão.

A NR-10 trata medidas de controle e sistemas preventivos, não apenas equipamentos individuais. A norma determina que as medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa no âmbito da preservação da segurança, saúde e meio ambiente do trabalho.

O erro é entregar EPI e manter instalação insegura. Se o quadro está aberto, se a extensão é improvisada, se há infiltração, se o equipamento está danificado ou se o trabalhador não é autorizado, o EPI não corrige a falha estrutural.

6. Não treinar e reciclar conforme a realidade da função

A sexta falha é tratar NR-10 como certificado de gaveta. O trabalhador fez treinamento anos atrás, mudou de função, mudou de empresa, voltou de afastamento, passou a lidar com outro tipo de instalação, recebeu novas responsabilidades ou atua em ambiente com novos riscos, mas a capacitação não foi revisada.

A NR-10 estabelece treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e principais medidas de prevenção, além de prever reciclagem bienal e em situações como troca de função ou mudança de empresa, retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade por período superior a três meses e modificações significativas nas instalações elétricas ou na organização do trabalho.

Treinamento precisa conversar com a atividade real. Um eletricista de manutenção predial, um técnico de ar-condicionado, um trabalhador próximo a painéis, um operador de máquina e um terceirizado de energia solar não enfrentam exatamente os mesmos cenários.

7. Não integrar terceiros ao risco elétrico da contratante

A sétima falha é contratar empresa externa para manutenção elétrica, ar-condicionado, painéis solares, câmeras, portões, bombas, iluminação, gerador, TI, nobreak, comunicação visual ou máquinas sem integrar o risco ao PGR da contratante.

Terceirização não elimina a responsabilidade preventiva da contratante sobre o ambiente. Se o terceiro trabalha dentro da empresa, acessa áreas técnicas, sobe em telhados, abre quadros, utiliza ferramentas elétricas, circula próximo a trabalhadores e interage com instalações, a contratante precisa validar documentos, escopo, autorização, treinamento, procedimentos, análise de risco e medidas de emergência.

A NR-10 foi estruturada para trabalhadores que interajam direta ou indiretamente com instalações elétricas e serviços com eletricidade, inclusive em trabalhos realizados nas proximidades. Essa abrangência exige gestão de contratadas, e não apenas assinatura de ordem de serviço.

Choque elétrico e CAT: quando comunicar o acidente

Todo choque relacionado ao trabalho precisa ser avaliado tecnicamente. Se houver acidente de trabalho, a comunicação pelo S-2210 deve ser considerada mesmo sem afastamento. O Manual Web Geral do eSocial determina que o S-2210 seja usado para comunicar acidente de trabalho ainda que não haja afastamento e informa prazo até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência; em caso de morte, a comunicação deve ser imediata.

Isso é essencial porque muitas empresas só emitem CAT quando há queimadura grave, queda, internação ou afastamento. Mas um choque aparentemente leve pode ter repercussões de saúde, exigir avaliação médica, investigação da instalação e revisão de medidas preventivas.

A empresa deve criar fluxo: comunicação imediata, retirada do equipamento ou área de uso, atendimento do trabalhador, avaliação de CAT, investigação da situação geradora, revisão do PGR, correção técnica e registro das evidências.

Choque elétrico, PCMSO e aptidão ocupacional

A NR-10 determina que trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas sejam submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR-7 e registrado em prontuário médico.

Isso conecta risco elétrico ao PCMSO. Não basta treinar tecnicamente o trabalhador; a empresa precisa avaliar saúde ocupacional, função, riscos da atividade, ASO, restrições, retorno ao trabalho após afastamento e acompanhamento médico quando houver acidente.

O PCMSO deve dialogar com o PGR. Se há acidentes, choques, queixas, afastamentos ou atividades críticas com eletricidade, a medicina ocupacional precisa receber informações adequadas para proteger a saúde sem expor diagnóstico indevido.

Energia elétrica e riscos adicionais

O risco elétrico raramente está sozinho. Pode aparecer junto com trabalho em altura, espaço confinado, áreas molhadas, calor, produtos inflamáveis, poeiras combustíveis, máquinas, movimentação de cargas, escadas, telhados, painéis solares, manutenção noturna, terceirização e pressa operacional.

A NR-10 menciona o controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais. Isso exige uma análise mais completa do serviço, especialmente quando a atividade envolve ambientes complexos.

Exemplo: manutenção em luminária pode envolver eletricidade e altura. Manutenção em bomba pode envolver eletricidade e umidade. Manutenção em painel de máquina pode envolver eletricidade e partes móveis. Painel solar pode envolver eletricidade, telhado e queda. Cada combinação exige controle específico.

Quadros elétricos, identificação e acesso controlado

Quadros elétricos são pontos críticos. Devem estar identificados, conservados, acessíveis para emergência, protegidos contra acesso indevido e livres de armazenamento de materiais. É comum encontrar quadros atrás de armários, caixas, produtos de limpeza, papelão, estoque ou equipamentos.

A falta de identificação aumenta erro operacional: alguém desliga circuito errado, religa sem saber, acessa painel inadequado ou interfere em equipamento sob manutenção. Isso pode gerar choque, falha de máquina, incêndio, paralisação ou acidente em outro setor.

A gestão correta envolve inspeções periódicas, checklist, sinalização, restrição de acesso, manutenção documentada e atualização dos esquemas unifilares.

Checklist estratégico para choque elétrico e NR-10

Perguntas que a empresa precisa responder
  • O PGR identifica riscos elétricos por setor, atividade, instalação e grupo exposto?
  • A empresa sabe quais trabalhadores estão autorizados a intervir em instalações elétricas?
  • A autorização está registrada formalmente no sistema de empregados da empresa?
  • Trabalhadores não eletricistas que atuam próximos a instalações elétricas foram instruídos formalmente?
  • Toda intervenção elétrica exige análise de risco antes da execução?
  • Existe procedimento para impedir improvisos em tomadas, extensões, emendas e quadros?
  • Os esquemas unifilares estão atualizados e correspondem à instalação real?
  • A empresa possui prontuário elétrico quando aplicável?
  • Quadros elétricos estão identificados, sinalizados, conservados e com acesso controlado?
  • Equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes passam por inspeção e controle?
  • Trabalhadores autorizados fizeram treinamento NR-10 e reciclagem quando aplicável?
  • Terceirizados que executam serviços elétricos passam por integração e validação documental?
  • Choques leves são registrados, investigados e avaliados para CAT/S-2210?
  • O PCMSO considera os riscos das atividades com eletricidade e exames compatíveis?

Estudos de Caso AMBRAC

Os estudos de caso abaixo mostram como o risco elétrico pode aparecer em empresas que não se enxergam como “empresas elétricas”, mas mantêm trabalhadores expostos a instalações, equipamentos e serviços com eletricidade.

Estudo de Caso 1 - Choque leve em equipamento administrativo

Uma equipe administrativa relatava pequenos choques ao tocar em uma impressora e em uma régua de tomadas. A liderança tratava o caso como incômodo comum, até que um trabalhador sofreu choque mais forte e precisou de atendimento.

  • Contexto: Escritório com equipamentos ligados por extensões e adaptadores improvisados;
  • Desafio: Demonstrar que choque leve também exige investigação preventiva;
  • Diagnóstico AMBRAC: A empresa não registrava ocorrências, não avaliava CAT/S-2210 e não possuía inspeção elétrica de rotina;
  • Plano de ação: Retirada dos equipamentos de uso, avaliação técnica, revisão de tomadas, procedimento de comunicação de choque e atualização do PGR;
  • Resultado: Redução de improvisos elétricos e criação de fluxo para riscos elétricos em áreas administrativas.
Estudo de Caso 2 - Terceirizada de ar-condicionado acessava quadro sem integração

Uma empresa contratava manutenção de ar-condicionado periodicamente. Os técnicos acessavam quadros elétricos e trabalhavam em altura, mas a contratante não conferia treinamento NR-10, autorização, análise de risco ou procedimento de emergência.

  • Contexto: Serviço terceirizado com interação elétrica e riscos adicionais;
  • Desafio: Integrar contratada, manutenção predial e PGR da contratante;
  • Diagnóstico AMBRAC: A contratante delegava o serviço, mas não controlava documentos, escopo, autorização e medidas preventivas;
  • Plano de ação: Checklist de mobilização, exigência documental, análise de risco antes do serviço, integração de terceiros e registro de acompanhamento;
  • Resultado: Maior controle sobre atividades elétricas terceirizadas e redução de exposição jurídica.
Estudo de Caso 3 - Quadro elétrico sem identificação em área produtiva

Uma indústria possuía quadros antigos sem identificação clara. Durante parada de manutenção, um circuito foi religado indevidamente por trabalhador não autorizado, gerando risco de choque e acionamento inesperado de equipamento.

  • Contexto: Área produtiva com quadros sem identificação e rotina informal de manutenção;
  • Desafio: Eliminar religamento indevido e intervenções por pessoas não autorizadas;
  • Diagnóstico AMBRAC: A ausência de identificação, autorização formal e procedimento gerava risco crítico;
  • Plano de ação: Atualização de esquemas unifilares, identificação dos quadros, matriz de autorização, procedimento de intervenção e treinamento de liderança;
  • Resultado: Redução de interferências indevidas e fortalecimento do controle de energia perigosa.

Leia também: postagens recomendadas

Para aprofundar o tema e fortalecer sua gestão de SST, confira também:

FAQ – dúvidas técnicas avançadas sobre choque elétrico no trabalho

Choque elétrico gera dúvida porque muitas empresas só enxergam risco quando existe eletricista contratado. Mas qualquer ambiente com instalações, equipamentos energizados, manutenção, terceiros ou trabalho nas proximidades pode exigir controle técnico.

NR-10 vale apenas para empresas do setor elétrico?

Não. A NR-10 se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e trabalhos realizados em suas proximidades. Isso alcança empresas de diversos setores quando há interação com eletricidade.

Qualquer trabalhador pode trocar tomada, disjuntor ou luminária?

Não deve. Intervenções em instalações elétricas exigem trabalhador qualificado, capacitado ou profissional habilitado, com autorização formal da empresa, conforme a abrangência prevista na NR-10.

Choque leve precisa ser registrado?

Deve ser registrado e investigado. Choque leve pode indicar falha de isolamento, aterramento, equipamento, umidade, instalação ou procedimento. Se caracterizado acidente de trabalho, a empresa deve avaliar CAT/S-2210 mesmo sem afastamento.

Acidente elétrico sem afastamento exige CAT?

Pode exigir, sim. O Manual Web Geral do eSocial informa que o S-2210 comunica acidente de trabalho ainda que não haja afastamento e que a CAT deve ser emitida em relação a todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, mesmo sem afastamento ou incapacidade.

O que é prontuário das instalações elétricas?

É um conjunto de documentos técnicos e administrativos previsto pela NR-10 para estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW, contendo procedimentos, inspeções, medições, especificações de EPC/EPI e outros documentos definidos na norma.

Esquema unifilar é obrigatório?

A NR-10 estabelece que as empresas devem manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas, com especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção.

Trabalhador que não mexe em eletricidade precisa ser orientado?

Se ele atua na zona livre ou na vizinhança da zona controlada, a NR-10 prevê instrução formal para que identifique e avalie riscos e adote precauções cabíveis.

NR-10 conversa com PCMSO?

Sim. A NR-10 determina que trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas sejam submetidos a exame de saúde compatível com as atividades, conforme NR-7, com registro no prontuário médico.

Terceirizado que faz serviço elétrico precisa entrar na gestão de SST da contratante?

Sim. A contratante deve integrar riscos do ambiente, validar documentos, orientar sobre áreas, controlar acesso, acompanhar medidas preventivas e evitar que terceiros executem atividades elétricas sem análise, autorização e procedimento adequados.

Qual é o maior erro das empresas com choque elétrico?

O maior erro é normalizar improvisos: extensões permanentes, quadros abertos, trabalhadores não autorizados, falta de análise de risco, terceirizados sem controle e choques leves tratados como susto. Em eletricidade, improviso é falha crítica de gestão.

Conclusão

Choque elétrico no trabalho em 2026 precisa ser tratado como risco crítico dentro do PGR, mesmo em empresas que não atuam no setor elétrico. Qualquer ambiente com instalações, equipamentos energizados, manutenção, terceiros, quadros, tomadas, máquinas, ferramentas, ar-condicionado, bombas, iluminação ou painéis solares pode ter exposição elétrica relevante.

A NR-10 exige medidas de controle, análise de risco, documentação técnica, trabalhadores autorizados, treinamento, reciclagem, exames compatíveis e integração com iniciativas de segurança e saúde. A NR-1 exige gerenciamento de riscos ocupacionais e plano de ação. O eSocial reforça que acidentes de trabalho devem ser comunicados pelo S-2210, mesmo sem afastamento quando aplicável.

Por outro lado, organizações que controlam risco elétrico com método reduzem acidentes, passivos, paralisações, incêndios, danos patrimoniais e falhas de fiscalização. Em SST, choque elétrico nunca deve ser tratado como susto; deve ser tratado como evidência de que o sistema de prevenção precisa agir.

Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa

A AMBRAC atua na estruturação técnica da gestão de risco elétrico, integrando NR-10, NR-1, PGR, PCMSO, CAT, S-2210, treinamento, autorização, análise de risco, terceiros, prontuário elétrico, inspeções e plano de ação preventivo.

Revisão técnica de risco elétrico e NR-10
  • Mapeamento de atividades com exposição direta ou indireta a instalações elétricas;
  • Revisão do inventário de riscos e plano de ação para choque elétrico e riscos adicionais;
  • Apoio na organização de matriz de trabalhadores autorizados, capacitados e instruídos;
  • Verificação de treinamentos, reciclagens, integração de terceiros e evidências documentais;
  • Orientação sobre prontuário elétrico, esquemas unifilares, inspeções e registros preventivos.
Acidentes, PCMSO e prevenção contínua
  • Criação de fluxo para registro e investigação de choques leves, acidentes e quase acidentes elétricos;
  • Avaliação de CAT/S-2210 quando houver acidente relacionado ao trabalho;
  • Integração entre risco elétrico, ASO, PCMSO e exames compatíveis com a função;
  • Treinamento de lideranças para impedir improvisos e intervenções por pessoas não autorizadas;
  • Organização de evidências para auditorias, fiscalizações e demandas trabalhistas.

Revise o risco elétrico antes que um choque revele falhas graves no PGR

Se a sua empresa possui quadros elétricos, manutenção terceirizada, máquinas, ar-condicionado, tomadas improvisadas, painéis, bombas, iluminação, equipamentos energizados ou histórico de choques leves, existe uma lacuna crítica de SST. A AMBRAC apoia sua organização na revisão completa de NR-10, PGR, PCMSO, CAT, terceiros e documentação preventiva. Solicitar diagnóstico de risco elétrico e NR-10

 

Simulador AMBRAC - Segurança & Medicina do Trabalho

Preencha os campos a seguir para estimar, de forma preliminar, o nível de investimento necessário em Segurança e Medicina do Trabalho, com base no perfil setorial, estrutura da operação e gestão de riscos.

Simulação orientativa, pensada para apoiar decisões de orçamento, planejamento anual e priorização de ações de conformidade.

1 Perfil do Setor
2 Estrutura da Operação
3 Riscos & Gestão
4 Resultado & Contato

Selecione o segmento que mais se aproxima da operação.

Depois de escolher o setor, selecione a categoria do seu negócio.

Considere CLT, Estagiários e Aprendizes (Escopo de SST).

Informe quantos CNPJs ou locais de trabalho.

Turnos efetivamente ativos (manhã, tarde, noite, madrugada).

Informe a carga horária média de cada turno (entre 1h e 24h).

Informe se a empresa já possui CIPA implantada.

Agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

Gestão integrada dos eventos S-2210, S-2220, S-2240.

Solicite uma Proposta Detalhada

Se os valores estimados fazem sentido para o seu cenário, envie seus dados e receba uma análise técnica completa, com cronograma, programas obrigatórios e validação normativa.

Ao enviar seus dados, você concorda em ser contatado pela AMBRAC para recebimento de proposta, orientações técnicas e conteúdos sobre SST, conforme nossa política de privacidade.

SOBRE NÓSQuem Somos
Somos uma empresa especializada em Medicina Ocupacional e Engenharia de Segurança no Trabalho. Nossa maior missão é levar satisfação para os nossos clientes, oferecendo um excelente serviço e um ótimo atendimento.
LOCALIZAÇÃOOnde nos encontrar?
https://ambrac.com.br/wp-content/uploads/2022/09/img-footer-map-ambrac.png
CONTATOSMaiores Informações
Entre em contato agora e receba a melhor proposta do mercado.
SIGA-NOSRedes Sociais
Siga-nos nas redes sociais e fique por dentro de todas as nossas ações.
SOBRE NÓSQuem Somos
Somos uma empresa especializada em Medicina Ocupacional e Engenharia de Segurança no Trabalho. Nossa maior missão é levar satisfação para os nossos clientes, oferecendo um excelente serviço e um ótimo atendimento.
LOCALIZAÇÃOOnde nos encontrar?
https://ambrac.com.br/wp-content/uploads/2022/09/img-footer-map-ambrac.png
CONTATOSMaiores Informações
Entre em contato agora e receba a melhor proposta do mercado.
SIGA-NOSRedes Sociais
Siga-nos nas redes sociais e fique por dentro de todas as nossas ações.