Segurança energia solar e eólica tornou-se um tema estratégico para a Segurança e Saúde no Trabalho à medida que a expansão das fontes renováveis passou a exigir milhares de atividades de construção, montagem, comissionamento, operação e manutenção em ambientes tecnicamente complexos. Segundo a Fundacentro, com base no Balanço Energético Nacional de 2026, a geração solar fotovoltaica cresceu 24,7% em 2025 e a eólica avançou 8,2%. Esse crescimento amplia a quantidade de trabalhadores expostos simultaneamente a eletricidade, trabalho em altura, movimentação de cargas pesadas e condições climáticas adversas. Em setembro de 2026, a própria Fundacentro realizou um seminário específico sobre Segurança do Trabalho na implantação de parques solares, eólicos e híbridos, colocando o tema diretamente na agenda contemporânea de SST.
A AMBRAC apoia empresas na estruturação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), análise de atividades críticas, Segurança do Trabalho em eletricidade, trabalho em altura, organização de contratadas, medidas contra calor e intempéries, movimentação de cargas e integração com a Medicina Ocupacional. A principal dificuldade desses empreendimentos está justamente na combinação dos riscos: uma mesma intervenção pode envolver altura, energia elétrica, içamento, vento, calor e acesso remoto, fazendo com que controles tratados isoladamente deixem lacunas perigosas entre uma disciplina e outra.
Resposta direta: quais são os principais riscos em parques solares e eólicos?
A Fundacentro identifica quatro grupos particularmente relevantes na implantação desses empreendimentos: trabalho em altura, eletricidade, movimentação de cargas pesadas e condições climáticas adversas. O risco concreto, entretanto, muda de acordo com a fase. Durante implantação do parque, predominam atividades de construção, terraplenagem, montagem de estruturas, movimentação de equipamentos, lançamento de cabos, içamentos e instalações elétricas. No comissionamento, a energização progressiva modifica o estado da instalação e exige controle rigoroso das interfaces entre equipes. Na operação e manutenção, passam a ganhar destaque intervenções elétricas, acesso a estruturas, inspeções, manutenção preventiva e corretiva e resposta a emergências.
O maior erro é imaginar que a denominação “energia limpa” descreve também o perfil de risco ocupacional. A fonte energética pode possuir benefícios ambientais importantes e, ao mesmo tempo, exigir atividades com alto potencial de gravidade quando uma barreira de segurança falha. A sustentabilidade do empreendimento precisa incluir a integridade das pessoas que o constroem e mantêm.
Por Lucas Esteves, Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.
Energia solar cria uma particularidade elétrica que precisa ser entendida antes da intervenção
Em uma instalação fotovoltaica, os módulos convertem radiação solar em energia elétrica e diversos módulos podem ser associados em arranjos conectados a inversores e demais componentes da instalação. Para a Segurança do Trabalho, isso significa que não é adequado presumir ausência de perigo apenas porque determinado disjuntor foi desligado. A análise precisa compreender o projeto, as fontes existentes, os dispositivos de seccionamento, os circuitos em corrente contínua e alternada, a condição de energização e a forma tecnicamente prevista para a intervenção.
Esse cuidado é particularmente importante durante montagem e comissionamento, porque o estado da instalação muda ao longo da obra. Em uma fase, parte dos circuitos ainda não está conectada; em outra, módulos, strings, quadros e inversores começam a compor um sistema funcional. Se diferentes empresas atuam simultaneamente e não existe controle claro sobre quem pode conectar, energizar, testar ou liberar determinada parte, a equipe pode trabalhar com uma percepção incorreta sobre o estado real da instalação.
A NR-10 permanece a principal referência trabalhista de segurança para instalações e serviços com eletricidade. Em setembro de 2026 existe ainda uma situação regulatória que precisa ser compreendida corretamente: a redação modificada pela Portaria SEPRT nº 915/2019 continua vigente até 31 de maio de 2027, enquanto a nova NR-10 publicada pela Portaria MTE nº 737/2026 entrará em vigor em 1º de junho de 2027, ressalvado prazo específico previsto para determinadas instalações existentes. Empresas que estão projetando parques, contratos e procedimentos cuja operação avançará para 2027 já possuem motivo para planejar essa transição normativa, sem antecipar como vigente aquilo que ainda está em período de vacância.
“Em sistemas de energia renovável, um dos maiores riscos é a falsa percepção de que a instalação está em condição simples porque a tecnologia parece familiar. Painéis, inversores, cabos, torres e aerogeradores formam sistemas industriais. A segurança precisa acompanhar o estado real da instalação, e não a aparência externa do equipamento.”
Lucas Esteves, AMBRAC
Trabalho em altura aparece tanto no telhado solar quanto no interior de um aerogerador
A instalação fotovoltaica em coberturas expõe trabalhadores a periferias, telhados frágeis ou inclinados, aberturas, acessos improvisados e necessidade de transporte de materiais em altura. Já no setor eólico, acesso à torre, plataformas internas, nacelle e outras intervenções podem levar o trabalhador a alturas muito superiores às encontradas em uma instalação predial. A gravidade potencial da queda faz com que planejamento, análise de risco, sistemas de proteção, ancoragem, acesso e resgate sejam componentes centrais do trabalho.
A NR-35 estabelece requisitos para atividades executadas acima de dois metros do nível inferior quando houver risco de queda e adota como princípio que o trabalho em altura seja planejado de forma a evitar a exposição quando possível, eliminar o risco de queda quando não for possível evitar o trabalho e minimizar suas consequências quando o risco não puder ser completamente eliminado. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego destaca que a norma alcança setores como construção, manutenção e energia.
A NR-35 mudou em 2026 e isso alcança o setor de energia
A Portaria MTE nº 1.259/2026 introduziu alterações importantes na NR-35 e entrou em vigor na data de sua publicação, em 16 de julho de 2026. Entre as mudanças, os treinamentos inicial, periódico e eventual previstos na NR-35 passaram a ser realizados presencialmente, existindo regra de transição de um ano para treinamentos que já vinham sendo executados em modalidade híbrida. A mesma alteração passou a exigir análise de risco para utilização de escadas fixas verticais e determina que a necessidade de Sistema de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ) seja definida a partir dessa avaliação, considerando finalidade, frequência de utilização, características construtivas e condições de uso.
Essa atualização possui relação direta com empreendimentos energéticos que utilizam escadas fixas, acessos verticais e estruturas elevadas. A empresa não deveria continuar utilizando procedimentos de capacitação e critérios de acesso elaborados antes da mudança sem verificar a nova redação. Em um parque eólico, por exemplo, o acesso rotineiro a estruturas verticais exige que projeto, análise de risco, sistema de proteção e treinamento estejam alinhados; no segmento solar, o mesmo raciocínio se aplica a acessos a coberturas, estruturas elevadas e pontos de manutenção.
Um plano de resgate não pode começar depois que o trabalhador fica suspenso
A capacidade de prender uma queda e a capacidade de retirar o trabalhador da situação de emergência são problemas diferentes. Um sistema de proteção pode funcionar corretamente e impedir que a pessoa atinja o nível inferior, mas isso não significa que a emergência terminou. Dependendo da posição, do equipamento e do acesso, pode ser necessária uma operação de salvamento tecnicamente planejada.
A NR-35 exige que a organização disponibilize equipe para resposta a emergências de trabalho em altura, própria, externa ou composta pelos próprios trabalhadores conforme as características da atividade, e assegure os recursos necessários. As ações de salvamento devem integrar os procedimentos de resposta aos cenários de emergência, e as pessoas responsáveis precisam estar capacitadas para resgate e primeiros socorros, com aptidão compatível com a função. Em estruturas eólicas remotas, a distância de serviços externos e a geometria da instalação tornam especialmente importante que o plano seja compatível com a realidade do local, e não apenas uma frase genérica informando que “o SAMU será acionado”.
A avaliação precisa considerar onde a pessoa pode ficar imobilizada, como a equipe terá acesso, quais sistemas estarão disponíveis, qual será a comunicação, quanto equipamento precisa ser transportado e como ocorrerá o atendimento inicial até que recursos externos possam assumir a ocorrência.
Movimentação de cargas é uma das etapas mais críticas da implantação
Parques renováveis dependem de logística pesada. Na energia solar, estruturas, transformadores, inversores, bobinas, módulos e outros componentes precisam ser descarregados, movimentados e posicionados. Na eólica, torres, seções estruturais, nacelles, hubs, pás e demais componentes envolvem operações cuja massa e geometria exigem planejamento muito mais sofisticado do que simples transporte de materiais.
A própria Fundacentro inclui movimentação de cargas pesadas entre os riscos relevantes da implantação de parques solares e eólicos. Quando a atividade estiver submetida à NR-18, a norma estabelece controles específicos para equipamentos de guindar, incluindo capacidade de carga, inspeções, comunicação entre operador e sinaleiro, proibição de pessoas não envolvidas sob cargas suspensas e restrições de operação em condições meteorológicas capazes de comprometer a segurança.
Isso ganha importância no setor eólico porque o vento, além de ser o recurso energético do empreendimento, também se torna variável operacional durante içamentos. Uma condição meteorológica vantajosa para geração futura pode ser incompatível com determinada atividade de montagem naquele momento. O cronograma não deve prevalecer sobre os limites técnicos da operação.
Calor, radiação solar e intempéries entram no mesmo cenário de SST
Grande parte dos parques solares é construída em áreas abertas, com trabalhadores expostos durante horas a calor, radiação solar e variações meteorológicas. O problema não é apenas desconforto. A sobrecarga térmica pode se combinar com trabalho físico, uso de equipamentos de proteção, longos deslocamentos e necessidade de manter atenção em atividades críticas. Em parques eólicos, vento, chuva e outras condições ambientais também podem modificar a segurança de acesso, manutenção e içamento.
A Fundacentro inclui expressamente as condições climáticas adversas entre os riscos dos parques de energia renovável. Isso significa que o PGR precisa possuir critérios capazes de modificar ou interromper uma atividade quando a condição ambiental ultrapassa aquilo que foi considerado seguro.
A gestão não deve funcionar apenas por decisão subjetiva do encarregado. Quando determinadas tarefas dependem de velocidade de vento, visibilidade, temperatura, chuva ou condição da superfície de acesso, os parâmetros e responsabilidades precisam ser conhecidos antecipadamente pelas equipes. Em atividades com exposição ao calor, também devem ser considerados os requisitos técnicos correspondentes à NR-9, NHO 06 e demais normas aplicáveis conforme a exposição real.
Parque renovável é também um grande canteiro de obras durante sua implantação
A aparência final de um parque solar ou eólico pode transmitir a ideia de instalação tecnológica limpa e organizada, mas sua implantação envolve frentes de construção, circulação de máquinas, escavações, bases, estruturas, instalações elétricas temporárias, movimentação de materiais, equipamentos de guindar, contratadas e trabalhos simultâneos. Quando a atividade estiver no campo de aplicação da NR-18, o PGR do canteiro torna-se uma das principais ferramentas para integrar esses riscos.
A página oficial da NR-18 destaca que a gestão dos riscos no canteiro é responsabilidade da organização, enquanto as empresas contratadas devem fornecer os inventários de riscos específicos de suas atividades para incorporação ao programa. Essa arquitetura é particularmente relevante nos parques renováveis, nos quais engenharia civil, montagem eletromecânica, elétrica, logística, comissionamento e fornecedores especializados podem trabalhar no mesmo empreendimento com contratos distintos.
Terceirização pode fragmentar responsabilidades se o PGR não integrar as interfaces
Um dos cenários mais perigosos ocorre quando cada empresa gerencia corretamente sua própria tarefa, mas ninguém controla a interface entre elas. A equipe civil libera uma área, a montagem inicia outra atividade, eletricistas realizam testes, uma contratada movimenta materiais e outra executa ajustes no mesmo sistema. Individualmente, cada procedimento pode parecer adequado, mas a combinação pode introduzir energização inesperada, circulação sob carga, acesso a área ainda não liberada ou execução simultânea incompatível.
Esse problema fica ainda mais sensível durante o comissionamento. A instalação deixa gradualmente de ser uma obra puramente construtiva e passa a assumir características de sistema energético em funcionamento. Procedimentos de bloqueio, autorização, comunicação entre turnos, identificação das partes energizadas e liberação das frentes precisam acompanhar essa mudança de estado.
O PGR, portanto, não deveria funcionar apenas como compilação dos inventários recebidos das contratadas. Ele precisa integrar as interfaces e estabelecer como as diversas empresas compartilharão informações críticas sobre riscos que atravessam fronteiras contratuais.
Obrigação legal e recomendação preventiva: qual é a diferença?
A obrigação legal decorre das Normas Regulamentadoras aplicáveis a cada atividade. Serviços com eletricidade precisam observar a NR-10; trabalho em altura deve atender à NR-35 quando houver enquadramento; atividades de construção precisam observar a NR-18 quando inseridas em seu campo de aplicação; máquinas, equipamentos, EPI, calor, condições a céu aberto e outros agentes seguem suas respectivas normas e requisitos. A organização também precisa atender à NR-1 e manter o gerenciamento dos riscos ocupacionais compatível com as condições existentes.
A recomendação preventiva aprofunda esse sistema diante da complexidade dos projetos renováveis. Pode envolver matriz de interface entre contratadas, reuniões específicas antes de mudanças de energização, critérios climáticos para suspensão de tarefas, exercícios de resgate compatíveis com a estrutura, controle digital de liberações, segregação de áreas de içamento, auditorias de dispositivos elétricos e revisão do PGR por fase do projeto. Essas práticas podem elevar a confiabilidade, mas não devem ser apresentadas indiscriminadamente como obrigações normativas universais quando o texto legal não as estabelece dessa forma.
Tabela prática: como os riscos mudam entre solar e eólica
| Situação | Solar fotovoltaica | Energia eólica | Controle central |
|---|---|---|---|
| Eletricidade | Módulos, strings, inversores, quadros e conexão | Gerador, conversores, painéis, cabos e subestação | NR-10, projeto, autorização, procedimentos e controle de energização |
| Altura | Telhados, coberturas e estruturas elevadas | Torres, escadas, plataformas e nacelle | NR-35, AR, sistemas de proteção e resgate |
| Cargas | Módulos, estruturas, transformadores e inversores | Torres, pás, nacelle, hub e grandes componentes | Plano de içamento, equipamentos, isolamento e comunicação |
| Clima | Calor, radiação solar, chuva e superfícies aquecidas | Vento, chuva, calor e condições de acesso | Critérios de trabalho e interrupção previstos no gerenciamento |
| Emergência | Resgate em telhado, choque, incêndio e mal-estar térmico | Resgate em altura, emergência elétrica e acesso remoto | Cenários, recursos, equipe e treinamento |
| Contratadas | Civil, montagem, elétrica, testes e manutenção | Civil, transporte especial, guindastes, montagem e elétrica | PGR integrado e gestão das interfaces |
Os 7 erros de SST que projetos solares e eólicos precisam evitar
1. Tratar o painel solar como equipamento inofensivo porque ainda não está conectado à rede
A instalação fotovoltaica exige compreensão de suas fontes e do estado de montagem. O fato de um sistema ainda não estar conectado à rede externa não significa que qualquer parte possa ser manuseada sem análise elétrica. À medida que módulos e circuitos são montados, a própria radiação disponível pode criar condições de geração nos componentes fotovoltaicos. Por isso, os procedimentos precisam acompanhar a arquitetura do sistema e definir claramente quais conexões podem ser realizadas, por quem, em qual sequência e sob quais condições de segurança. A lógica da NR-10 é justamente proteger trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com instalações e serviços com eletricidade, e a revisão publicada em 2026 reforça a modernização do gerenciamento desses riscos.
2. Instalar módulos em telhado sem avaliar o sistema completo de acesso e queda
Uma linha de vida ou um cinturão isoladamente não resolve o problema do trabalho em cobertura. A empresa precisa compreender como o trabalhador chegará ao telhado, onde fará a transição para o sistema de proteção, como os módulos serão movimentados, quais áreas apresentam fragilidade, se existem aberturas ou claraboias, como será evitada queda de materiais e o que acontecerá em uma emergência. A NR-35 trabalha com planejamento e antecipação do risco, e a atualização de 2026 reforçou ainda mais a necessidade de análise dos acessos verticais e treinamento presencial.
3. Planejar a retenção da queda e esquecer o resgate
Em instalações elevadas, principalmente no setor eólico, o resgate precisa ser entendido como parte do projeto de segurança antes do início da tarefa. Se um trabalhador ficar incapacitado em uma torre, plataforma ou ponto elevado, a empresa precisa possuir equipe, recursos, comunicação e procedimento capazes de responder ao cenário. A NR-35 determina expressamente que a organização disponibilize equipe para resposta a emergências, assegure recursos e inclua ações de salvamento nos procedimentos correspondentes. Um plano que dependa exclusivamente da chegada de uma equipe pública externa pode ser insuficiente quando o local é remoto ou o acesso exige técnicas específicas.
4. Executar içamentos críticos porque o cronograma não permite esperar
Projetos eólicos e grandes parques solares dependem de equipamentos de guindar e movimentação de componentes cuja operação pode ser sensível ao vento, visibilidade, estabilidade do terreno e comunicação entre equipes. A NR-18, quando aplicável, proíbe operações em condições climáticas adversas capazes de afetar a segurança e estabelece controles sobre cargas, equipamentos, inspeções e circulação sob cargas suspensas. A Fundacentro identifica a movimentação de cargas pesadas como um dos riscos centrais dos parques renováveis. Quando produção e segurança entram em conflito, os limites técnicos do equipamento e do plano de operação precisam prevalecer.
5. Manter o mesmo PGR da terraplenagem até o comissionamento
Um parque muda profundamente ao longo de sua implantação. No começo, predominam terraplenagem, transporte, escavações e fundações. Depois surgem montagem estrutural, instalação elétrica, transformadores, cabos, sistemas de proteção, testes e energização. Um PGR que não acompanha essa evolução corre o risco de descrever uma obra que já não existe. A NR-18 coloca a organização como responsável pela gestão dos riscos do canteiro e exige integração dos inventários específicos das contratadas, justamente para que as diferentes atividades sejam contempladas no programa.
6. Tratar calor, vento e chuva como problemas de produtividade e não de segurança
Condições climáticas influenciam diretamente tarefas em altura, movimentação de cargas, trabalho externo e capacidade física do trabalhador. Em um parque solar, calor e exposição direta podem alterar a sobrecarga térmica; em um parque eólico, vento pode limitar içamentos e intervenções em estruturas; em ambos, chuva e outras intempéries podem modificar acesso, visibilidade e segurança elétrica. A Fundacentro inclui condições climáticas adversas entre os riscos significativos dos empreendimentos renováveis, indicando que esses fatores precisam ser incorporados ao gerenciamento e não tratados apenas como justificativa de atraso no cronograma.
7. Presumir que cada contratada controla seu risco e que isso basta
A fragmentação contratual é um dos principais desafios de grandes empreendimentos. Um fornecedor pode executar corretamente seu procedimento e ainda criar exposição para trabalhadores de outra empresa quando as atividades se cruzam. A instalação elétrica pode ser energizada enquanto outra equipe permanece em intervenção, um guindaste pode operar sobre rota utilizada por terceiros ou uma área pode ser liberada por uma disciplina e permanecer bloqueada por outra. O PGR precisa administrar essas interfaces e criar uma linguagem operacional comum de autorização, comunicação, isolamento e liberação. Na construção, a própria NR-18 estabelece que os inventários das contratadas alimentem a gestão do canteiro sob responsabilidade da organização.
Comissionamento é uma fase particularmente crítica
O comissionamento merece tratamento próprio porque marca a transição entre obra e sistema operacional. Equipamentos que antes estavam fisicamente instalados, porém inativos, passam a ser testados e energizados; circuitos são liberados por etapas; proteções são verificadas; sistemas de controle começam a operar; e equipes de construção ainda podem permanecer no empreendimento. A programação do seminário da Fundacentro de setembro de 2026 incluiu uma sessão específica sobre comissionamento de parques eólicos, evidenciando a relevância dessa fase para a gestão de SST.
Nesse período, a organização precisa controlar rigorosamente fronteiras de responsabilidade e estado dos equipamentos. Procedimentos de liberação, identificação, comunicação e autorização precisam impedir que uma equipe interprete como desenergizada uma instalação que já entrou em teste ou que outra disciplina restabeleça energia sem conhecimento de trabalhadores envolvidos em intervenção. A mudança precisa aparecer no PGR e nos procedimentos operacionais antes que a condição física seja alterada no campo.
Manutenção em parque operacional exige riscos diferentes da construção
Depois da entrada em operação, desaparecem algumas atividades intensivas de construção, mas surgem outras rotinas capazes de produzir exposições significativas. Inspeções, termografia, limpeza, manutenção de inversores, transformadores, cabos, estruturas, aerogeradores e sistemas de controle precisam ser executadas dentro de instalações energéticas e, muitas vezes, em áreas remotas.
Na energia eólica, uma manutenção corretiva pode combinar acesso vertical prolongado, isolamento da fonte de energia, ferramentas, espaço restrito, dificuldade de comunicação e necessidade de resgate. Em um parque solar, a intervenção pode exigir deslocamentos longos sob calor, inspeção de grande quantidade de módulos e trabalho em circuitos de corrente contínua. O PGR operacional precisa refletir esse novo perfil e não ser simplesmente uma versão reduzida do documento utilizado durante a construção.
Segurança elétrica e trabalho em altura precisam ser planejados juntos
Nos sistemas renováveis é comum que uma mesma tarefa esteja simultaneamente submetida às exigências da NR-10 e da NR-35. Um trabalhador pode precisar acessar uma estrutura elevada justamente para realizar intervenção elétrica. Nessa situação, não é suficiente possuir um procedimento de eletricidade e outro de altura sem avaliar como eles interferem entre si.
O equipamento elétrico pode alterar o posicionamento seguro do trabalhador; o sistema de proteção contra quedas pode dificultar determinada manobra; uma emergência elétrica pode exigir resgate em altura; e ferramentas precisam ser controladas para evitar queda sobre equipes inferiores. A Fundacentro publicou em setembro de 2026 uma nova cartilha sobre trabalho em postes baseada justamente na combinação entre NR-10 e NR-35, destacando ancoragem, EPI, condições impeditivas e emergências. Embora o material seja direcionado a postes, a abordagem reforça uma lógica importante para o setor energético: riscos elétricos e quedas frequentemente precisam ser controlados de forma integrada.
Quais documentos precisam conversar em projetos solares e eólicos?
A gestão deve integrar PGR, inventário de riscos, plano de ação, projetos elétricos, análises de risco, procedimentos de trabalho, autorizações em eletricidade, documentos de trabalho em altura, sistemas de ancoragem, planos e registros de içamento quando aplicáveis, inspeções de equipamentos, treinamentos, registros de liberação, documentação das contratadas, procedimentos de emergência e informações do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
A coerência temporal também é decisiva. Um projeto precisa indicar quando determinada instalação deixa de ser considerada em montagem e passa a ser tratada como energizada ou operacional. Se essa alteração não chega às equipes, documentos formalmente corretos podem coexistir com uma percepção errada do estado do sistema.
O que não deve ser feito?
A empresa não deve iniciar atividades elétricas sem conhecimento suficiente do projeto e do estado da instalação, improvisar acesso a telhados, utilizar sistemas de proteção contra quedas sem planejamento da ancoragem, realizar treinamento da NR-35 em formato incompatível com a regra vigente, depender exclusivamente de socorro externo para cenários que exigem resgate especializado ou permitir içamento quando as condições climáticas ultrapassarem critérios de segurança.
Também não deve tratar o PGR como documento exclusivo da empresa principal sem integração das contratadas, nem permitir que cada fornecedor estabeleça isoladamente seus próprios critérios de energização, acesso e liberação. A multiplicidade de empresas exige mais integração, e não menos.
Outro erro é considerar que um empreendimento ambientalmente sustentável é automaticamente socialmente seguro. A sustentabilidade precisa alcançar as condições de trabalho, a prevenção de acidentes e a preservação da saúde durante todo o ciclo de vida da instalação.
Checklist estratégico para energia solar, eólica e SST
Perguntas que a empresa precisa responder
- O PGR diferencia construção, montagem, comissionamento, operação e manutenção?
- O projeto e os procedimentos identificam claramente quais partes podem estar energizadas em cada fase?
- Os trabalhadores em atividades elétricas possuem qualificação, capacitação, autorização e procedimentos compatíveis com a NR-10 aplicável?
- Os treinamentos de trabalho em altura estão adequados às alterações da NR-35 publicadas em 2026?
- Os acessos por escadas fixas verticais foram incluídos nas análises de risco correspondentes?
- Existe plano de emergência e resgate compatível com a localização e a altura das atividades?
- Operações de içamento possuem critérios para vento, isolamento, comunicação e condição dos equipamentos?
- Calor, radiação solar e outras condições climáticas aparecem no gerenciamento das atividades externas?
- Os inventários das empresas contratadas estão realmente integrados ao PGR quando a NR-18 é aplicável?
- A empresa possui controle de mudanças capaz de impedir intervenções incompatíveis durante o comissionamento?
Estudos de Caso AMBRAC
Os exemplos abaixo mostram como instalações tecnicamente modernas podem permanecer vulneráveis quando diferentes riscos são administrados separadamente.
Estudo de Caso 1 - Instalação solar em cobertura possuía EPI, mas o acesso não fazia parte da análise
Uma equipe realizava montagem fotovoltaica em cobertura comercial e possuía cinturões e componentes de proteção contra quedas, porém a avaliação estava concentrada no período em que os trabalhadores permaneciam sobre o telhado. O acesso até a cobertura, a transição para o sistema de proteção e a movimentação dos módulos não haviam recebido o mesmo nível de planejamento.
- Contexto: Trabalho em altura reconhecido e equipamentos de proteção disponíveis, mas com análise fragmentada do percurso;
- Desafio: Integrar acesso, movimentação dos módulos, área de trabalho e resgate em um único sistema;
- Diagnóstico AMBRAC: A empresa gerenciava a permanência no telhado, mas não todo o ciclo de exposição ao risco de queda;
- Plano de ação: Revisão da análise de risco, acesso, pontos de transição, movimentação dos materiais, sistemas de proteção e resposta a emergências;
- Resultado: O trabalho em altura passou a ser tratado desde o primeiro ponto de acesso até o retorno seguro da equipe ao nível inferior.
Estudo de Caso 2 - Parque solar entrou em comissionamento enquanto equipes civis ainda trabalhavam na área
Durante o avanço de um empreendimento, parte dos sistemas começou a ser testada e energizada enquanto outras contratadas permaneciam concluindo atividades de montagem e acabamento. Cada empresa possuía procedimentos próprios, mas não existia um controle suficientemente claro sobre a mudança do estado energético da instalação.
- Contexto: Transição gradual entre construção e operação, com múltiplas empresas trabalhando simultaneamente;
- Desafio: Impedir que equipes utilizassem informações desatualizadas sobre quais circuitos estavam liberados ou energizados;
- Diagnóstico AMBRAC: O principal risco estava na interface entre disciplinas, e não apenas nos procedimentos individuais das contratadas;
- Plano de ação: Revisão do PGR, matriz de interfaces, controle de energização, comunicação entre equipes, identificação física das áreas e critérios formais de liberação;
- Resultado: O comissionamento passou a ser administrado como mudança operacional crítica e não apenas como etapa do cronograma técnico.
Estudo de Caso 3 - Parque eólico possuía sistema contra quedas, mas o resgate era genérico
Uma equipe de manutenção possuía equipamentos para acesso e proteção em altura e havia recebido capacitação, porém o procedimento de emergência limitava-se a indicar acionamento dos serviços externos de socorro. Não existia avaliação detalhada sobre retirada de trabalhador incapacitado em pontos elevados da estrutura.
- Contexto: Prevenção de queda estruturada, mas resposta pós-evento insuficientemente desenvolvida;
- Desafio: Planejar salvamento em uma estrutura elevada e localizada em área distante dos recursos externos;
- Diagnóstico AMBRAC: A empresa havia tratado retenção de queda e resgate como se fossem o mesmo controle;
- Plano de ação: Desenvolvimento de cenários, definição de equipe e equipamentos, compatibilização do resgate com os pontos de trabalho e treinamento das pessoas responsáveis;
- Resultado: O procedimento de emergência passou a refletir a geometria, a localização e as dificuldades reais da atividade em altura.
Leia também: postagens recomendadas
- Nova NR-10 2026: o que as empresas precisam preparar antes de 2027;
- NR-35 e escadas: cuidados no trabalho em altura;
- NR-18 2026: mudanças em quedas de materiais e andaimes;
- Calor no trabalho: quando mudanças climáticas exigem revisão do PGR;
- EPI com CA: erros que comprometem PGR e documentação;
- CAT sem afastamento: quando enviar o S-2210;
- FAP e RAT: impactos dos acidentes de trabalho para a empresa.
FAQ – dúvidas técnicas sobre Segurança do Trabalho em energia solar e eólica
A expansão das energias renováveis aumenta a importância de uma gestão capaz de unir normas que frequentemente aparecem ao mesmo tempo. A NR-10 não substitui a NR-35; a NR-35 não substitui a gestão de movimentação de cargas; e nenhuma delas elimina a necessidade de integrar contratadas, clima, construção e resposta a emergências dentro do gerenciamento de riscos.
Quais são os principais riscos ocupacionais em energia solar e eólica?
A Fundacentro destaca trabalho em altura, eletricidade, movimentação de cargas pesadas e condições climáticas adversas entre os riscos significativos dos empreendimentos. Dependendo da etapa também podem existir máquinas, veículos, escavações, calor, movimentação manual, instalações temporárias e outros riscos próprios da construção, operação e manutenção.
Instalação de painel solar em telhado precisa seguir a NR-35?
Quando o trabalho ocorrer acima de dois metros do nível inferior e houver risco de queda, a NR-35 é aplicável. A empresa deve planejar, organizar e executar a atividade conforme os requisitos de prevenção, sem limitar a avaliação ao simples fornecimento de cinturão e talabarte.
Painel fotovoltaico deixa de apresentar risco elétrico quando o disjuntor é desligado?
Não se deve presumir automaticamente ausência de risco. Sistemas fotovoltaicos possuem fontes e circuitos próprios que precisam ser compreendidos a partir do projeto e da condição real da instalação. A intervenção deve seguir procedimentos de segurança elétrica compatíveis com a NR-10 e com as características técnicas do sistema.
Qual NR-10 vale para instalações solares em 2026?
Em setembro de 2026, a versão modificada pela Portaria SEPRT nº 915/2019 permanece vigente até 31 de maio de 2027. A nova redação publicada pela Portaria MTE nº 737/2026 passa a vigorar em 1º de junho de 2027, ressalvado prazo específico previsto pela própria Portaria para determinadas instalações existentes.
Os treinamentos da NR-35 precisam ser presenciais em 2026?
Sim. A Portaria MTE nº 1.259/2026 estabeleceu que os treinamentos inicial, periódico e eventual sejam presenciais. Existe regra de transição de um ano para organizações que já realizavam treinamentos híbridos, nas condições previstas pela Portaria.
Parque solar precisa avaliar calor e exposição climática?
Sim. O gerenciamento deve considerar as condições reais das atividades externas. Calor, radiação solar e intempéries podem modificar a exposição e a segurança das tarefas, devendo ser tratados conforme a NR-1 e os requisitos específicos aplicáveis ao agente e à situação.
Parque eólico precisa possuir plano de resgate para trabalho em altura?
A NR-35 exige equipe e recursos para resposta a emergências de trabalho em altura e determina que as ações de salvamento constem dos procedimentos de resposta aos cenários de emergência. O plano deve ser compatível com as características reais da atividade e da estrutura.
Movimentação de componentes de aerogeradores precisa entrar no PGR?
Sim. A movimentação de cargas pesadas é reconhecida pela Fundacentro como risco relevante na implantação dos parques, e os controles devem considerar carga, equipamentos, pessoas envolvidas, isolamento, comunicação, condições meteorológicas e normas aplicáveis.
A terceirização elimina a responsabilidade da empresa pelo PGR do canteiro?
Não. Quando a NR-18 é aplicável, a organização permanece responsável pela gestão dos riscos do canteiro, enquanto as contratadas fornecem seus inventários específicos para incorporação ao programa.
Como reduzir riscos em projetos de energia renovável?
A redução de riscos depende de integração. Projeto, PGR, segurança elétrica, trabalho em altura, movimentação de cargas, clima, contratadas, treinamento e emergência precisam ser tratados dentro do mesmo sistema e revistos quando o projeto muda de fase. A implantação de um parque não possui o mesmo perfil da operação, e o comissionamento não deve utilizar automaticamente controles produzidos para a fase civil.
Conclusão
Energia solar e eólica representam componentes cada vez mais importantes da infraestrutura brasileira, mas a transição energética precisa ser acompanhada por uma transição igualmente consistente na gestão da Segurança e Saúde no Trabalho. O crescimento recente dessas fontes já levou a Fundacentro a desenvolver pesquisas sobre SST na construção de parques solares e eólicos e a realizar, em setembro de 2026, um seminário nacional dedicado especificamente ao tema.
Os riscos não são exóticos: eletricidade, queda, movimentação de cargas e clima são problemas conhecidos da SST. O desafio está na maneira como eles se combinam em instalações novas, extensas, tecnologicamente complexas e frequentemente construídas por muitas empresas ao mesmo tempo. Uma atividade pode começar como montagem mecânica, evoluir para trabalho elétrico durante o comissionamento e depois tornar-se manutenção em uma instalação operacional. Se o PGR e os procedimentos não acompanham essa mudança, a documentação fica presa à fase anterior enquanto o risco já mudou no campo.
Em 2026 existe ainda um componente regulatório importante. A NR-35 foi alterada pela Portaria MTE nº 1.259/2026, com novos requisitos para treinamentos e escadas fixas verticais, enquanto a nova NR-10 foi publicada e entrará em vigor em junho de 2027. Empresas do setor energético precisam administrar simultaneamente aquilo que já mudou e aquilo que está em transição, evitando tanto continuar utilizando regras superadas quanto aplicar prematuramente como obrigação vigente um texto que ainda possui data futura de eficácia.
A prevenção também precisa superar a fragmentação contratual. Uma empresa pode controlar corretamente o risco elétrico, outra pode gerenciar altura e uma terceira pode executar içamentos, mas o acidente pode surgir justamente onde essas três atividades se encontram. É por isso que integração entre PGR, contratadas, Engenharia, Segurança do Trabalho, Medicina Ocupacional, manutenção e operação é tão importante quanto a competência individual de cada fornecedor.
A AMBRAC apoia organizações na estruturação dessa gestão integrada, conectando riscos elétricos, trabalho em altura, clima, movimentação de cargas, resgate, PGR e documentação para que a expansão da energia renovável também seja acompanhada pela evolução das condições de trabalho.
Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa
A AMBRAC apoia empresas que atuam na implantação, comissionamento, operação e manutenção de sistemas solares, parques eólicos e empreendimentos híbridos e precisam integrar diferentes requisitos de SST em uma única estrutura preventiva.
PGR, energia elétrica e gestão de contratadas
- Revisão do PGR conforme a fase do empreendimento;
- Integração dos inventários e riscos das empresas contratadas;
- Revisão das interfaces entre montagem, elétrica, comissionamento e operação;
- Apoio na organização dos requisitos aplicáveis da NR-10;
- Estruturação de controles de autorização, comunicação e liberação;
- Revisão de condições climáticas e atividades externas relevantes ao PGR.
NR-35, içamentos e resposta a emergências
- Revisão de atividades e acessos com risco de queda;
- Adequação dos treinamentos às alterações da NR-35 de 2026;
- Análise da integração entre ancoragem, SPIQ e atividade real;
- Estruturação de cenários de emergência e resgate em altura;
- Integração dos riscos de movimentação de cargas e áreas de exclusão;
- Acompanhamento preventivo de atividades críticas durante construção e manutenção.
Seu projeto de energia limpa também protege quem trabalha nele?
Se sua empresa atua com energia solar, eólica ou projetos híbridos e precisa revisar PGR, NR-10, NR-35, trabalho em altura, riscos elétricos, movimentação de cargas, contratadas ou resgate, a AMBRAC pode apoiar sua equipe na estruturação técnica desses controles, sem prometer ausência de acidentes, autuações ou passivos e sem substituir avaliações específicas de engenharia, eletricidade, trabalho em altura ou responsabilidade jurídica quando necessárias. Revisar a SST do projeto de energia
Simulador AMBRAC - Segurança & Medicina do Trabalho
Preencha os campos a seguir para estimar, de forma preliminar, o nível de investimento necessário em Segurança e Medicina do Trabalho, com base no perfil setorial, estrutura da operação e gestão de riscos.
Simulação orientativa, pensada para apoiar decisões de orçamento, planejamento anual e priorização de ações de conformidade.
Selecione o segmento que mais se aproxima da operação.
Depois de escolher o setor, selecione a categoria do seu negócio.
Considere CLT, Estagiários e Aprendizes (Escopo de SST).
Informe quantos CNPJs ou locais de trabalho.
Turnos efetivamente ativos (manhã, tarde, noite, madrugada).
Informe a carga horária média de cada turno (entre 1h e 24h).
Informe se a empresa já possui CIPA implantada.
Agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.
Gestão integrada dos eventos S-2210, S-2220, S-2240.
Solicite uma Proposta Detalhada
Se os valores estimados fazem sentido para o seu cenário, envie seus dados e receba uma análise técnica completa, com cronograma, programas obrigatórios e validação normativa.
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