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NR-1 psicossocial: o que muda após suspensão

19 de agosto de 2026


NR-1 riscos psicossociais é um dos temas mais buscados e discutidos em Segurança e Saúde no Trabalho em 2026, especialmente após a suspensão temporária de multas e sanções pelo Supremo Tribunal Federal. Mas a principal mensagem para as empresas é clara: suspensão de multa não significa suspensão de responsabilidade preventiva. A organização que esperar o fim da discussão jurídica para olhar sobrecarga, assédio, metas abusivas, conflitos, violência externa, jornadas excessivas, falta de pausas, liderança despreparada e adoecimento mental pode chegar atrasada ao PGR, ao PCMSO, às evidências de prevenção e à gestão real da saúde dos trabalhadores.

A AMBRAC apoia empresas na identificação, análise e gestão preventiva de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, integrando Programa de Gerenciamento de Riscos, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, indicadores de afastamento, gestão de jornada, liderança, DDS, auditoria documental e plano de ação. O objetivo é tratar o tema com técnica, proporcionalidade e segurança, sem transformar saúde mental em formulário genérico ou promessa impossível.

Conteúdo da Postagem:

Resposta direta: o que muda com a suspensão das multas da NR-1 psicossocial?

A suspensão das multas e sanções ligadas aos riscos psicossociais não elimina a necessidade de prevenção. Em junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal informou que foi suspensa, por 90 dias, a aplicação de multas e outras sanções relacionadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. A decisão alcançou dispositivos ligados à inclusão desses fatores no gerenciamento de riscos ocupacionais, à consideração desses fatores nas condições de trabalho, à escolha das ferramentas e técnicas de avaliação, à documentação dos critérios adotados e à análise da eficácia das medidas de prevenção. (noticias.stf.jus.br)

Isso não deve ser interpretado como “a empresa não precisa fazer nada”. O Ministério do Trabalho e Emprego mantém a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho de 2026 com foco na “Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho”, destacando o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 — Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. (gov.br)

Portanto, a resposta correta é: a empresa deve aproveitar o período de discussão e orientação para revisar seu PGR, organizar critérios, mapear fatores relacionados ao trabalho, registrar evidências, orientar lideranças e construir plano de ação proporcional, sem pânico, sem improviso e sem esperar a autuação para agir.

Por Lucas Esteves, Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.

Por que o tema NR-1 psicossocial está em alta

O tema está em alta porque une três frentes sensíveis para qualquer empresa: obrigação normativa, saúde mental e prova documental. Até pouco tempo, muitas empresas tratavam saúde mental como assunto individual do trabalhador, separado da organização do trabalho. A discussão atual muda esse eixo: fatores como excesso de demanda, assédio, conflitos, metas, violência, falta de autonomia, trabalho isolado, liderança tóxica, jornadas extensas e ausência de pausas podem ter relação com o ambiente e com a forma como o trabalho é organizado.

O Ministério do Trabalho informa que o PGR é a materialização do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, por documentos físicos ou sistema eletrônico, e que deve conter, no mínimo, inventário de riscos e plano de ação. Também destaca que o desenvolvimento correto do programa resulta em riscos ocupacionais adequadamente geridos e, consequentemente, menos acidentes e doenças do trabalho. (gov.br)

Com riscos psicossociais, o raciocínio é o mesmo: não basta reconhecer que “a equipe está estressada”. A empresa precisa entender quais fatores do trabalho contribuem para esse cenário, quais áreas são mais críticas, quais evidências existem, quais medidas podem ser adotadas e como acompanhar se as medidas funcionaram.

“A suspensão de multa não suspende o sofrimento de uma equipe sobrecarregada, nem apaga o risco documental de uma empresa sem critérios. O caminho seguro é começar pelo básico: organização do trabalho, escuta estruturada, indicadores, liderança e plano de ação conectado ao PGR.”

Lucas Esteves, AMBRAC

Obrigação legal e recomendação preventiva: qual é a diferença?

A obrigação legal envolve cumprir as Normas Regulamentadoras aplicáveis, manter o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, elaborar e atualizar o PGR quando aplicável, documentar critérios, adotar medidas preventivas e preservar evidências. A suspensão cautelar tratou da aplicação de sanções em pontos específicos, mas não transforma saúde mental, assédio, sobrecarga ou organização do trabalho em temas irrelevantes.

A recomendação preventiva é agir antes da autuação. Isso significa mapear fatores psicossociais relacionados ao trabalho, revisar jornadas, metas, liderança, comunicação, violência externa, conflitos, pausas, absenteísmo, afastamentos, queixas recorrentes e setores críticos. Também significa evitar soluções rasas: palestra motivacional não substitui gestão de risco; questionário sem plano de ação não resolve; campanha de saúde mental sem revisão da organização do trabalho pode virar apenas marketing interno.

Essa diferença evita dois erros. O primeiro é parar tudo porque as multas foram suspensas. O segundo é correr para aplicar um formulário genérico apenas para dizer que fez alguma coisa. O correto é construir processo técnico, proporcional e documentado.

Tabela prática: mito, realidade e conduta segura

Mito sobre a NR-1 psicossocial Realidade técnica Conduta preventiva recomendada
“Suspenderam as multas, então não precisa fazer nada” A suspensão tratou de sanções, não da necessidade de prevenção e organização documental Usar o período para revisar PGR, critérios, evidências e plano de ação
“Risco psicossocial é problema pessoal do empregado” Fatores relacionados à organização do trabalho podem contribuir para adoecimento e sofrimento Avaliar demandas, metas, conflitos, assédio, jornada, pausas e liderança
“Basta aplicar um questionário” Ferramenta sem critério, sigilo e plano de ação pode gerar mais risco do que prevenção Definir método técnico, proteger dados e registrar medidas preventivas
“Só empresas grandes precisam se preocupar” Pequenas empresas também podem ter sobrecarga, assédio, violência externa e jornadas excessivas Aplicar abordagem proporcional ao porte, risco e realidade da empresa
“Saúde mental se resolve com palestra” Palestra pode apoiar, mas não substitui revisão da organização do trabalho Criar ações sobre causa: carga, liderança, processo, comunicação e metas
“O RH cuida disso sozinho” O tema exige integração entre RH, SST, liderança, PCMSO, PGR e gestão Formar fluxo multidisciplinar e registrar responsabilidades

A tabela mostra que o principal risco não é apenas jurídico. É gerencial: tratar um tema complexo com respostas automáticas.

Os 7 cuidados que a AMBRAC recomenda após a suspensão das multas da NR-1 psicossocial

1. Não confundir suspensão de sanção com suspensão de prevenção

O primeiro cuidado é não usar a suspensão das multas como justificativa para paralisar tudo. A decisão do STF suspendeu a aplicação de multas e outras sanções relacionadas a pontos específicos da inclusão dos riscos psicossociais no gerenciamento de riscos, mas o próprio contexto da decisão abriu espaço para conciliação e discussão sobre a norma. (noticias.stf.jus.br)

Isso significa que a empresa deve atuar com prudência: organizar a base, revisar práticas internas, evitar decisões apressadas e preparar evidências. Esperar passivamente pode gerar atraso técnico e documental.

A AMBRAC apoia empresas que querem avançar com segurança, sem alarmismo e sem inventar obrigação que a norma não exige.

2. Revisar o PGR antes de escolher qualquer ferramenta

O segundo cuidado é começar pelo PGR, não pelo formulário. Risco psicossocial não deve ser tratado como pesquisa solta de clima organizacional. O PGR precisa ter lógica: identificar perigos ou fatores de risco, avaliar exposição, definir medidas, registrar responsáveis, acompanhar resultados e revisar quando houver mudanças.

O Ministério do Trabalho informa que o PGR deve conter inventário de riscos e plano de ação, e que seu desenvolvimento adequado contribui para gerir riscos ocupacionais e reduzir acidentes e doenças do trabalho. (gov.br)

Antes de aplicar questionários, entrevistas ou checklists, a empresa deve responder: qual método será usado? Quem terá acesso? Como o sigilo será preservado? Como transformar respostas em medidas? Como documentar critérios? Como evitar exposição individual?

3. Mapear fatores reais da organização do trabalho

O terceiro cuidado é olhar para o trabalho, não apenas para o indivíduo. Riscos psicossociais relacionados ao trabalho podem aparecer em metas incompatíveis, jornada excessiva, ausência de pausas, pressão permanente, falta de autonomia, conflito de papéis, assédio, violência externa, comunicação falha, insegurança, isolamento, liderança despreparada e desequilíbrio entre demanda e recursos.

O Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 foi destacado pelo MTE como material de referência dentro da CANPAT 2026. (gov.br) Esse movimento reforça que o tema deve ser tratado dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, e não apenas como campanha pontual.

A análise deve ser proporcional. Uma empresa pequena pode começar por observação da rotina, entrevistas estruturadas, indicadores de jornada e registro de queixas. Uma empresa maior pode combinar dados, grupos, setores críticos e planos de ação mais robustos.

4. Proteger dados sensíveis e evitar exposição individual

O quarto cuidado é preservar sigilo. Riscos psicossociais não devem ser tratados com exposição de diagnóstico, ranking de sofrimento, lista de empregados adoecidos ou relatórios individuais compartilhados com gestores. A empresa deve trabalhar com informações agregadas quando possível, finalidade clara e acesso restrito.

Esse cuidado é essencial para não transformar prevenção em risco. Questionários mal conduzidos, entrevistas sem confidencialidade ou relatórios com identificação indevida podem gerar desconfiança, conflitos e passivos.

O foco deve ser a organização do trabalho. A pergunta central não é “quem está fraco emocionalmente?”. A pergunta correta é: “quais fatores do trabalho estão contribuindo para sobrecarga, conflito, adoecimento ou insegurança, e como a empresa pode agir sobre eles?”.

5. Integrar PGR, PCMSO, afastamentos e indicadores

O quinto cuidado é não separar segurança do trabalho e medicina ocupacional. O PCMSO precisa conversar com o PGR, especialmente quando há indicadores de afastamentos, queixas recorrentes, retorno ao trabalho, absenteísmo, atestados frequentes, adoecimento relacionado à organização do trabalho ou setores com sobrecarga.

O tema também se conecta à gestão de jornada. Horas extras habituais, banco de horas positivo, intervalos reduzidos, interjornada desrespeitada e plantões sucessivos são sinais importantes para identificar riscos psicossociais e fadiga.

A AMBRAC apoia empresas na leitura integrada desses dados, sempre preservando sigilo médico e evitando exposição individual.

6. Orientar lideranças antes de cobrar comportamento da equipe

O sexto cuidado é preparar líderes. Muitos riscos psicossociais nascem ou se agravam na forma como o trabalho é distribuído, cobrado, comunicado e acompanhado. Liderança despreparada pode gerar assédio, cobrança abusiva, conflito, insegurança e ambiente de medo.

A empresa precisa orientar gestores sobre metas, jornada, pausa, comunicação, respeito, feedback, tratamento de conflitos, registro de ocorrências, escuta de sinais de sobrecarga e encaminhamento correto de demandas ao RH ou SST.

Palestras para empregados ajudam pouco quando a liderança continua interrompendo intervalos, pedindo respostas fora do horário, incentivando banco de horas permanente ou normalizando gritos e humilhações. A prevenção precisa começar por quem organiza o trabalho.

7. Criar plano de ação simples, executável e documentado

O sétimo cuidado é transformar diagnóstico em ação. O erro mais comum é mapear riscos e não fazer nada. O plano de ação deve indicar problema identificado, medida preventiva, responsável, prazo, evidência, status e critério de acompanhamento.

Medidas possíveis incluem revisão de metas, melhoria de escala, ajuste de pausas, canal de denúncia, treinamento de liderança, protocolo contra assédio, melhoria da comunicação interna, reforço de equipe, análise de carga de trabalho, gestão de conflitos, atendimento a violência externa e integração com PCMSO.

A Fundacentro destaca que o plano de ação reúne medidas de controle no ambiente de trabalho e que a ordem de prioridade das medidas de prevenção passa por eliminação de fatores de risco, proteção coletiva, medidas administrativas ou de organização do trabalho e proteção individual. (gov.br)

Quais empresas precisam agir agora?

A resposta objetiva é: empresas com empregados, PGR, PCMSO, afastamentos, alta rotatividade, horas extras recorrentes, metas agressivas, atendimento ao público, violência externa, trabalho isolado, liderança conflituosa, denúncias de assédio, absenteísmo, baixa previsibilidade de escala ou pressão operacional devem tratar riscos psicossociais como prioridade.

O risco é maior em hospitais, clínicas, escolas, call centers, supermercados, restaurantes, condomínios, portarias, segurança privada, logística, transporte, atendimento ao público, indústria, manutenção, tecnologia com plantões, equipes comerciais, operações 24 horas e ambientes com pressão por produtividade.

Pequenas empresas também precisam agir, mas com proporcionalidade. Uma empresa menor pode não precisar de estrutura complexa, mas precisa ter método mínimo: ouvir, registrar, avaliar, agir e acompanhar.

Quais documentos devem conversar com a NR-1 psicossocial?

A gestão de riscos psicossociais deve conversar com PGR, inventário de riscos, plano de ação, PCMSO, relatório analítico, ASO quando aplicável, indicadores de afastamento, controle de ponto, banco de horas, intervalos, DDS, CIPA quando houver, canal de denúncia, política antiassédio, treinamentos de liderança, registros de incidentes, atas, inspeções, registros de violência externa, documentos de retorno ao trabalho e eSocial quando houver reflexos em afastamentos ou eventos trabalhistas.

A CANPAT 2026 do MTE coloca a prevenção dos riscos psicossociais no centro da agenda nacional de SST. (gov.br) Isso reforça que o tema não deve ficar isolado em ações de RH ou campanhas de endomarketing.

A empresa precisa ter evidências de gestão, não apenas intenção.

O que não deve ser feito na NR-1 psicossocial?

A empresa não deve ignorar o tema por causa da suspensão das multas, aplicar questionário genérico sem método, expor respostas individuais, transformar saúde mental em palestra motivacional, culpar o trabalhador pelo adoecimento, deixar liderança fora do plano de ação, tratar assédio como conflito simples, esquecer jornadas e pausas ou arquivar o diagnóstico sem executar medidas.

Também não deve prometer “ambiente sem estresse” ou “fim dos afastamentos”. Isso seria tecnicamente inadequado. O objetivo é identificar fatores relacionados ao trabalho, reduzir riscos, melhorar a organização, registrar ações e acompanhar resultados.

A gestão correta é preventiva, proporcional, documentada e contínua.

Checklist estratégico para agir após a suspensão das multas

Perguntas que a empresa precisa responder
  • O PGR da empresa já considera fatores psicossociais relacionados ao trabalho?
  • A empresa sabe quais setores têm maior sobrecarga, conflito ou afastamento?
  • Há indicadores de jornada, banco de horas, pausas e interjornada reduzida?
  • Existe canal confiável para relato de assédio, violência ou conflito?
  • As lideranças foram orientadas sobre metas, pausas, comunicação e assédio?
  • O método de avaliação preserva sigilo e evita exposição individual?
  • Há plano de ação com responsáveis, prazos e evidências?
  • O PCMSO conversa com afastamentos, retorno ao trabalho e indicadores agregados?
  • A empresa diferencia campanha de saúde mental de gestão real de risco?
  • Se houver fiscalização, auditoria ou processo, a empresa consegue demonstrar ações preventivas?

Estudos de Caso AMBRAC

Os estudos de caso abaixo mostram como a gestão de riscos psicossociais pode sair do discurso e virar prevenção real dentro do PGR.

Estudo de Caso 1 - Empresa esperava o fim da suspensão das multas

Uma empresa decidiu aguardar o fim da discussão jurídica antes de revisar o PGR. Enquanto isso, setores com alta pressão por metas apresentavam horas extras recorrentes, conflitos com liderança e aumento de afastamentos.

  • Contexto: Suspensão temporária de sanções, dúvidas sobre NR-1 e ausência de plano interno;
  • Desafio: Agir sem alarmismo e sem criar documentos genéricos;
  • Diagnóstico AMBRAC: A empresa confundia discussão sobre multa com ausência de risco real;
  • Plano de ação: Levantamento inicial por setor, indicadores de jornada, escuta estruturada e revisão do plano de ação do PGR;
  • Resultado: Maior clareza sobre prioridades e início de ações preventivas antes de eventual fiscalização.
Estudo de Caso 2 - Questionário aplicado sem plano de ação

Uma empresa aplicou um formulário sobre saúde mental, mas não definiu método, sigilo, critérios de análise nem medidas posteriores. Os trabalhadores responderam, mas não viram nenhuma mudança concreta.

  • Contexto: Coleta de dados sem estrutura técnica e sem devolutiva preventiva;
  • Desafio: Transformar informação em gestão, sem exposição individual;
  • Diagnóstico AMBRAC: O formulário virou ação isolada, sem integração com PGR, PCMSO ou liderança;
  • Plano de ação: Reorganização do método, análise agregada, definição de fatores críticos e medidas por setor;
  • Resultado: Uso mais seguro das informações e construção de plano de ação documentado.
Estudo de Caso 3 - Jornada excessiva era tratada apenas como custo de folha

Uma empresa acompanhava horas extras apenas pelo impacto financeiro. Ao cruzar dados de jornada, afastamentos, intervalos e relatos internos, percebeu que alguns setores tinham sinais de fadiga e sobrecarga.

  • Contexto: Banco de horas positivo, interjornada reduzida e aumento de queixas de cansaço;
  • Desafio: Enxergar jornada como fator psicossocial e não apenas como rubrica de folha;
  • Diagnóstico AMBRAC: O excesso de jornada indicava problema de organização do trabalho;
  • Plano de ação: Revisão de escala, orientação de líderes, indicadores de descanso e integração com PCMSO/PGR;
  • Resultado: Melhor leitura preventiva sobre fadiga, absenteísmo e risco operacional.

Leia também: postagens recomendadas

Para aprofundar o tema e fortalecer sua gestão de Medicina e Segurança do Trabalho, confira também:

FAQ – dúvidas técnicas sobre NR-1 e riscos psicossociais

NR-1 psicossocial em 2026 gera dúvidas porque envolve norma, suspensão de sanções, saúde mental, PGR, PCMSO, liderança, dados sensíveis e organização do trabalho. O ponto central é: o tema não deve ser tratado com medo, improviso ou negligência.

A suspensão das multas da NR-1 elimina a obrigação de avaliar riscos psicossociais?

Não. A suspensão cautelar tratou da aplicação de multas e sanções ligadas a dispositivos específicos. Ela não elimina a necessidade de prevenção, gestão de riscos, documentação e cuidado com a organização do trabalho.

O que são riscos psicossociais no trabalho?

São fatores relacionados à organização, gestão, relações e condições de trabalho que podem contribuir para sofrimento, adoecimento, estresse, conflitos, assédio, sobrecarga, violência, falta de autonomia e desequilíbrio entre demanda e recursos.

Riscos psicossociais precisam entrar no PGR?

A atualização da NR-1 inseriu os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no debate do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. O MTE destaca o tema na CANPAT 2026 e o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1.

A empresa precisa aplicar questionário psicológico em todos os empregados?

Não existe uma única ferramenta obrigatória universal. A empresa deve escolher método adequado ao porte, risco e realidade, com critério técnico, sigilo, finalidade clara e plano de ação.

Pequenas empresas também precisam olhar para riscos psicossociais?

Sim. Pequenas empresas podem adotar abordagem proporcional, mas devem observar sinais como sobrecarga, conflito, jornada excessiva, assédio, violência externa, falta de pausa e rotatividade.

Palestra sobre saúde mental resolve a NR-1 psicossocial?

Não sozinha. Palestras podem apoiar conscientização, mas não substituem identificação de fatores relacionados ao trabalho, revisão da organização, plano de ação e acompanhamento das medidas preventivas.

Quais indicadores ajudam na análise psicossocial?

Afastamentos, absenteísmo, rotatividade, horas extras, banco de horas, interjornada reduzida, pausas interrompidas, denúncias, conflitos, acidentes, quase acidentes, atestados recorrentes e queixas por setor podem ajudar na leitura preventiva.

O PCMSO conversa com riscos psicossociais?

Sim. O PCMSO deve estar integrado aos riscos ocupacionais avaliados no PGR, preservando sigilo médico e trabalhando com dados agregados quando possível. A análise deve evitar exposição de diagnóstico individual.

A fiscalização pode cobrar evidências depois?

A suspensão temporária de sanções não impede que a empresa precise demonstrar gestão preventiva, especialmente se houver acidente, adoecimento, denúncia, ação trabalhista, afastamento ou auditoria. O melhor caminho é documentar critérios e ações desde já.

Como a AMBRAC ajuda empresas nesse tema?

A AMBRAC apoia empresas na organização técnica de riscos psicossociais no PGR, com diagnóstico, indicadores, escuta estruturada, orientação de lideranças, integração com PCMSO e plano de ação preventivo.

Conclusão

NR-1 riscos psicossociais em 2026 é um tema de alta relevância para empresas que querem evitar improviso, proteger trabalhadores e organizar sua documentação preventiva. A suspensão temporária das multas pelo STF não deve ser lida como permissão para ignorar saúde mental no trabalho. Ela deve ser vista como oportunidade para revisar método, critérios, plano de ação, liderança, indicadores e evidências antes que o tema volte com ainda mais cobrança.

A obrigação legal está conectada ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, ao PGR, às Normas Regulamentadoras, à prevenção e à documentação. A recomendação estratégica é agir de forma proporcional e técnica: começar pelos fatores reais do trabalho, proteger sigilo, ouvir com método, orientar liderança e registrar medidas que possam ser acompanhadas.

A AMBRAC apoia empresas que desejam tratar riscos psicossociais com seriedade, sem pânico e sem soluções superficiais. Saúde mental no trabalho não se resolve com um documento isolado. Ela exige gestão, escuta, organização, prevenção e acompanhamento contínuo.

Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa

A AMBRAC apoia empresas que precisam revisar a NR-1 psicossocial, integrar riscos psicossociais ao PGR e construir ações preventivas conectadas à realidade do trabalho.

Diagnóstico técnico de riscos psicossociais
  • Mapeamento de fatores psicossociais relacionados à organização do trabalho;
  • Análise de indicadores de jornada, afastamentos, absenteísmo, conflitos e rotatividade;
  • Integração com PGR, PCMSO, ASO, retorno ao trabalho e plano de ação;
  • Orientação sobre método, sigilo, critérios de avaliação e documentação preventiva;
  • Identificação de setores prioritários para intervenção proporcional ao risco.
Plano de ação, liderança e evidências
  • Criação de plano de ação com responsáveis, prazos, evidências e acompanhamento;
  • Orientação de lideranças sobre assédio, metas, comunicação, pausas e sobrecarga;
  • Apoio na estruturação de canais de escuta e encaminhamento sem exposição indevida;
  • Integração com DDS, CIPA, treinamentos, auditorias e indicadores de SST;
  • Preparação documental para fiscalizações, clientes, auditorias e demandas trabalhistas.

Sua empresa vai esperar a multa voltar para olhar os riscos psicossociais?

Se a sua empresa ainda não sabe como tratar NR-1 psicossocial, PGR, saúde mental, assédio, sobrecarga, jornada, afastamentos e plano de ação, a AMBRAC pode apoiar sua equipe com uma abordagem técnica, proporcional e documentada, sem prometer ausência de passivos e sem substituir avaliação jurídica individual. Solicitar diagnóstico de riscos psicossociais

 

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