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Ergonomia COGNITIVA: O que é e como implementar no trabalho

16 de dezembro de 2025


A ergonomia cognitiva analisa como o cérebro processa informação no trabalho — e como o desenho de tarefas, rotinas e interfaces pode reduzir erros, fadiga mental e estresse. Quando aplicada de forma prática, ela melhora produtividade, segurança e bem-estar, especialmente em ambientes com alto volume de dados, múltiplas demandas e tomada de decisão sob pressão.

Por Lucas Esteves — Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.

Por dentro do conceito de ergonomia cognitiva

A ergonomia cognitiva é um ramo da ergonomia focado nos processos mentais humanos — como percepção, memória, raciocínio, aprendizagem, atenção e resposta motora — e em como esses processos interagem com sistemas, tarefas e ambientes de trabalho.

Diferentemente da ergonomia física (posturas, ferramentas, movimentos e prevenção de lesões musculoesqueléticas), a ergonomia cognitiva investiga como o excesso de informação, a complexidade do trabalho e a forma como instruções e alertas são apresentados impactam o desempenho, a tomada de decisão e a saúde psicológica.

Seu objetivo é tornar a interação “pessoa-sistema” mais compatível com as capacidades humanas, reduzindo:

  • Erros e retrabalho;
  • Fadiga cognitiva;
  • Estresse e irritabilidade;
  • Lapsos de atenção;
  • Decisões precipitadas ou inseguras.

Em ambientes dinâmicos, com múltiplas demandas, telas, alarmes e procedimentos, ignorar a dimensão cognitiva pode gerar perda de desempenho e, em situações críticas, elevar a probabilidade de incidentes e acidentes.

“Em muitas operações, o problema não é falta de esforço. É excesso de demanda mental sem estrutura. Quando a tarefa é mal desenhada, o risco de erro humano aumenta — e a empresa paga o custo em segurança, qualidade e saúde.”

— Lucas Esteves

Elementos centrais da ergonomia cognitiva

A ergonomia cognitiva trabalha com fatores que influenciam diretamente o desempenho mental e a segurança. A seguir, os principais elementos e como eles aparecem na prática.

Carga mental

A carga mental é o esforço cognitivo necessário para executar uma tarefa. Ela não depende apenas de “quantidade de trabalho”, mas da complexidade do raciocínio, do número de variáveis simultâneas e do nível de atenção requerido.

Quando a carga mental é excessiva e prolongada, tende a ocorrer:

  • Queda de atenção;
  • Lentidão no processamento;
  • Aumento de falhas e esquecimentos;
  • Irritabilidade, estresse e desgaste emocional.

Medidas típicas de ergonomia cognitiva para equilibrar carga mental incluem:

  • Simplificação de etapas;
  • Padronização de telas e formulários;
  • Automação de tarefas repetitivas;
  • Redução de duplicidades e retrabalho;
  • Informação clara, organizada e “no momento certo”.
Atenção

A atenção é a capacidade de focar no que é relevante e bloquear distrações. Ambientes com ruído, interrupções frequentes, notificações excessivas e interfaces confusas podem reduzir foco e elevar a ocorrência de erros.

Boas práticas incluem:

  • Priorizar sinais/alertas realmente críticos;
  • Organizar dados em hierarquia (o essencial aparece primeiro);
  • Criar padrões visuais consistentes (mesma lógica em telas e formulários);
  • Reduzir interrupções desnecessárias e multitarefa contínua.
Memória

A ergonomia cognitiva considera que a memória humana tem limites, sobretudo a memória de trabalho (curto prazo), usada para manter e manipular informações durante a execução de uma tarefa.

Para reduzir sobrecarga, recomenda-se:

  • Checklists e roteiros de verificação;
  • Manuais de acesso rápido;
  • Instruções objetivas e padronizadas;
  • Interfaces que mostrem “o que fazer agora” sem exigir memorização extensa;
  • Apoios visuais e modelos de preenchimento.
Tomada de decisão

A tomada de decisão, no trabalho, frequentemente ocorre com tempo curto e informação parcial. Por isso, sistemas e processos devem apoiar o trabalhador com dados claros, relevantes e no momento adequado.

Boas práticas incluem:

  • Apresentação intuitiva de dados (sem excesso de campos e ruído visual);
  • Regras e critérios visíveis e padronizados;
  • Orientações para reduzir vieses e “atalhos mentais” que aumentam risco;
  • Treinamentos direcionados à tomada de decisão em cenários críticos.

Elementos que exigem alta atenção e como reduzir risco de falha humana

Situações que demandam monitoramento constante, execução de multitarefas, leitura de telas complexas ou resposta rápida a eventos aumentam a chance de sobrecarga cognitiva. Quando a mente opera em “alerta permanente”, a fadiga aparece — e com ela, falhas.

A ergonomia cognitiva busca mitigar esse cenário com medidas como:

  • Organização da informação de forma clara e intuitiva;
  • Clareza de instruções e procedimentos, evitando ambiguidades;
  • Redução de distrações (ruído, interrupções, excesso de alertas);
  • Treinamentos específicos para priorização, foco, rotinas críticas e identificação de sinais de fadiga cognitiva.

Como implementar ergonomia cognitiva na prática

1. Mapeie tarefas críticas e pontos de sobrecarga

Identifique atividades com alto volume de informação, múltiplas telas, muitas etapas, checagens manuais e alto custo do erro. Essa é a base para priorização.

2. Simplifique fluxos e padronize rotinas

Reduza etapas, elimine duplicidades e crie padrões de execução. O objetivo é diminuir “decisões desnecessárias” e variabilidade operacional.

3. Ajuste interfaces, formulários e comunicação

Aprimore a forma como a informação é apresentada:

  • Hierarquia clara (essencial primeiro);
  • Campos agrupados por lógica;
  • Padronização de termos e mensagens;
  • Alertas objetivos e raros (somente quando realmente necessários).
4. Treine para gestão de atenção e reconhecimento de fadiga

Treinamentos devem incluir:

  • Técnicas de priorização;
  • Rotinas de checagem e confirmação;
  • Práticas para reduzir erros em tarefas repetitivas;
  • Identificação de sinais de fadiga mental e medidas de recuperação.
5. Estabeleça indicadores e melhore continuamente

Acompanhe métricas como:

  • Erros operacionais e retrabalho;
  • Incidentes e quase-acidentes;
  • Tempo de execução e interrupções;
  • Feedback de usabilidade de sistemas e rotinas.

Exemplos práticos de aplicação

Exemplo 1 — central de atendimento com alto volume de sistemas e janelas
  • Padronizar telas e reduzir campos redundantes;
  • Criar roteiro de atendimento e checklist de encerramento;
  • Organizar scripts com “perguntas críticas” destacadas;
  • Reduzir interrupções e alternância constante entre sistemas.
Exemplo 2 — operação com alarmes e monitoramento contínuo
  • Classificar alarmes por criticidade e reduzir falsos positivos;
  • Evitar “poluição” de alertas para preservar atenção;
  • Criar padrão de resposta com passos simples e verificação final;
  • Treinar cenários críticos com simulações curtas e repetidas.
Exemplo 3 — equipe administrativa com excesso de retrabalho e validações
  • Revisar fluxo para remover duplicidades;
  • Automatizar validações simples e repetitivas;
  • Criar modelos de preenchimento e instruções visíveis no ponto de uso;
  • Aplicar checklists para reduzir falhas por memória de trabalho.

FAQ – principais dúvidas sobre ergonomia cognitiva

Ergonomia cognitiva é a mesma coisa que ergonomia física?

Não. A ergonomia física foca em postura, força, movimentos e prevenção de lesões corporais. A ergonomia cognitiva foca em atenção, memória, carga mental e tomada de decisão.

Quais sinais indicam sobrecarga cognitiva no trabalho?

Aumento de erros, lapsos de atenção, irritabilidade, fadiga mental, retrabalho, dificuldade de concentração e queda de desempenho em tarefas simples.

Ergonomia cognitiva pode reduzir acidentes?

Sim. Ao melhorar clareza de processos, priorização de alertas e compatibilidade entre tarefas e capacidade humana, reduz-se a probabilidade de falhas humanas e decisões inseguras.

O que pesa mais: treinamento ou melhoria de processo/interface?

Os dois são necessários, mas processos e interfaces bem desenhados reduzem a necessidade de “compensação” humana. Treinamento sem ajuste do sistema costuma ter eficácia limitada.

Como medir se a ergonomia cognitiva está funcionando?

Com indicadores: redução de erros e retrabalho, menos incidentes, menor tempo de execução, melhor usabilidade percebida e maior consistência operacional.

Ergonomia cognitiva ajuda a prevenir burnout?

Ela reduz estressores relacionados ao trabalho (sobrecarga, ambiguidade, pressão cognitiva constante), o que contribui para melhor saúde mental. Porém, burnout é multifatorial e exige abordagem integrada.

Por onde começar em empresas pequenas?

Mapeie tarefas críticas, simplifique rotinas, padronize instruções, implemente checklists e ajuste o excesso de interrupções e demandas simultâneas.

Conclusão

A ergonomia cognitiva amplia a visão de SST ao reconhecer que o desempenho e a segurança dependem também do “trabalho mental”. Ao otimizar tarefas, interfaces, comunicação e treinamentos, as empresas reduzem erros, melhoram produtividade e fortalecem a saúde mental dos colaboradores.

Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa

Diagnóstico ergonômico com foco cognitivo
  • Mapeamento de tarefas críticas e sobrecarga mental;
  • Análise de rotinas, procedimentos, comunicação e interfaces;
  • Identificação de pontos de falha humana e risco operacional.
Programas e treinamentos sob medida
  • Treinamentos de gestão de atenção e priorização;
  • Padronização de procedimentos e checklists;
  • Capacitação de lideranças para reduzir estressores e melhorar clareza operacional.
Integração com SST e conformidade
  • Apoio a programas e rotinas de SST com abordagem preventiva;
  • Recomendações práticas para reduzir retrabalho e falhas;
  • Planos de melhoria contínua com indicadores e acompanhamento.

Quer reduzir erros, fadiga mental e retrabalho na sua operação?

A AMBRAC realiza diagnóstico ergonômico com foco em ergonomia cognitiva e implementa programas práticos para aumentar clareza de rotinas, segurança operacional e bem-estar das equipes.
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