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Estresse e FADIGA em profissionais de saúde: O que um estudo longitudinal revela

12 de janeiro de 2026


O estresse e a fadiga em profissionais de saúde não são fenômenos isolados nem exclusivamente individuais. Evidências científicas mostram que fatores organizacionais, estrutura das alas e práticas de gestão exercem papel determinante sobre o bem-estar e a segurança desses trabalhadores — com impactos diretos também na qualidade do cuidado ao paciente.

Por Lucas Esteves — Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.

Metodologia do estudo

Um estudo longitudinal acompanhou 695 profissionais de saúde (healthcare workers – HCWs) distribuídos em 32 alas hospitalares de hospitais universitários da região de Paris. A pesquisa foi conduzida entre fevereiro de 2018 e julho de 2019.

O desenho metodológico utilizou análise multinível, permitindo avaliar medidas repetidas ao longo do tempo tanto em nível individual quanto organizacional (alas). Esse modelo possibilitou identificar preditores consistentes de estresse e fadiga, considerando a interação entre pessoa, trabalho e ambiente.

Amostra e contexto organizacional

Na linha de base, a amostra era composta por:

  • 384 enfermeiras(os) registradas(os);
  • 300 auxiliares de enfermagem;
  • 11 parteiras.

As alas hospitalares apresentavam média de 35,5 leitos por ala. O estudo demonstrou que o ambiente da ala influencia significativamente os níveis de estresse e fadiga, além das características individuais dos trabalhadores.

Preditores comuns de estresse e fadiga

Alguns fatores apareceram de forma consistente associados tanto ao estresse elevado quanto à fadiga elevada:

  • Baixo suporte social por parte da supervisão;
  • Supercomprometimento com o trabalho;
  • Presenteísmo por doença (trabalhar mesmo adoecido);
  • Maior número de leitos por ala.

“O estudo evidencia que não é apenas o indivíduo que adoece, mas o contexto organizacional que sustenta ou agrava o estresse e a fadiga.”

— Lucas Esteves

Preditores específicos de estresse elevado

Alguns fatores mostraram associação mais direta com níveis elevados de estresse, mas não necessariamente com fadiga:

  • Eventos negativos recentes na vida pessoal;
  • Baixo suporte social entre colegas;
  • Pausas frequentemente canceladas devido à sobrecarga de trabalho.

Esses achados reforçam a importância das microdinâmicas do dia a dia, como pausas, apoio entre pares e previsibilidade da rotina.

Preditores específicos de fadiga elevada

Já a fadiga crônica apresentou associação com outros fatores organizacionais e logísticos:

  • Tempo de deslocamento prolongado até o trabalho;
  • Uso frequente de equipes interinas ou temporárias;
  • Trabalho em alas menores.

Esses elementos indicam que a fadiga não se limita à carga de trabalho direta, mas envolve estrutura, logística e continuidade das equipes.

O que o estudo revela para a gestão em saúde

O principal achado é que estresse e fadiga não são apenas questões individuais. Eles são fortemente modulados por:

  • Estilo de liderança;
  • Organização das equipes;
  • Dimensão e estrutura das alas;
  • Cultura de suporte e segurança.

Ignorar esses fatores tende a perpetuar ciclos de adoecimento, absenteísmo, presenteísmo e erros assistenciais.

Recomendações práticas apontadas pelo estudo

Com base nos resultados, os autores sugerem intervenções organizacionais, tais como:

  • Treinamento de gestores e supervisores para fortalecimento do suporte à equipe;
  • Melhoria da cultura de segurança e cuidado mútuo;
  • Proteção efetiva das pausas durante o trabalho;
  • Redução do uso excessivo de equipes interinas;
  • Atenção à carga estrutural (número de leitos por ala).

Conclusão

O estudo reforça que bem-estar em saúde ocupacional exige olhar sistêmico. Intervenções focadas apenas no indivíduo são insuficientes quando o ambiente organizacional continua produzindo estresse e fadiga.

Investir em liderança, organização do trabalho e cultura de suporte não é apenas uma ação de cuidado com o trabalhador, mas uma estratégia de segurança assistencial, sustentabilidade operacional e qualidade do cuidado ao paciente.

Como a AMBRAC pode apoiar instituições de saúde

Diagnóstico organizacional e ergonômico
  • Análise de fatores psicossociais e organizacionais;
  • Avaliação de carga mental e fadiga;
  • Integração com PGR e PCMSO.
Capacitação de lideranças e equipes
  • Treinamentos em gestão de pessoas e suporte social;
  • Estratégias de prevenção de estresse e burnout;
  • Fortalecimento da cultura de segurança.
Gestão integrada de SST em saúde
  • Adequação normativa e organizacional;
  • Monitoramento de indicadores de bem-estar;
  • Suporte técnico contínuo.

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