Os acidentes de trabalho continuam sendo um dos maiores desafios para empresas brasileiras. Em 2026, porém, o cenário mudou de forma significativa: além do impacto humano, os acidentes passaram a gerar consequências fiscais, previdenciárias, jurídicas e reputacionais quase imediatas, impulsionadas pelo cruzamento de dados do eSocial, FGTS Digital e sistemas da Previdência.
Por Lucas Esteves — Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.
Prevenção de acidentes em 2026: por que ficou mais crítica
O Brasil ainda registra centenas de milhares de acidentes por ano. Em 2026, entretanto, o custo desses eventos aumentou exponencialmente devido a:
- Atualização da NR-01, com ampliação do conceito de risco;
- Cálculo do FAP baseado em dados cada vez mais precisos;
- Ações regressivas do INSS contra empresas negligentes;
- Fiscalização automatizada via eSocial.
Hoje, prevenir acidentes não é apenas proteger pessoas — é proteger a continuidade do negócio.
4 estratégias essenciais para prevenir acidentes de trabalho em 2026
1. Estruture políticas formais de segurança alinhadas à NR-01
Em 2026, a simples existência de normas internas não é suficiente. A empresa precisa demonstrar gestão ativa dos riscos ocupacionais. O manual de segurança deve estar integrado ao PGR e conter:
- Descrição clara das atividades;
- Identificação dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais;
- Medidas de prevenção e controle;
- Procedimentos operacionais padronizados.
Esse documento deve ser conhecido, aplicado e atualizado continuamente, pois é frequentemente solicitado em fiscalizações e auditorias.
“Em 2026, política de segurança que não dialoga com o PGR e com o eSocial é vista como documento ineficaz.”
— Lucas Esteves
2. Mapeie e gerencie riscos de forma contínua
A gestão de riscos deixou de ser pontual. O mapeamento precisa ser:
- Qualitativo: identificação visual e operacional dos perigos;
- Quantitativo: mensuração de agentes físicos, químicos e biológicos;
- Dinâmico: revisado sempre que houver mudança de processo.
Comparativo: abordagem tradicional x abordagem 2026
| Modelo antigo | Modelo 2026 |
|---|---|
| Mapeamento pontual | Gestão contínua de riscos |
| Foco apenas em riscos físicos | Inclusão de riscos psicossociais |
| Documentação isolada | Integração com eSocial |
Além disso, áreas de risco devem ser sinalizadas imediatamente, com isolamento adequado até a eliminação do perigo.
3. Invista em treinamento contínuo e direcionado ao risco
Em 2026, treinamentos genéricos são insuficientes. A capacitação deve ser:
- Baseada nos riscos reais da atividade;
- Periódica;
- Registrada e rastreável.
Práticas como o DDS (Diálogo Diário de Segurança) continuam relevantes, mas precisam estar alinhadas aos indicadores de SST e às ocorrências registradas. Empresas que treinam com base em incidentes reais reduzem significativamente a reincidência de acidentes.
4. Garanta fornecimento, uso e controle de EPCs e EPIs
O fornecimento de equipamentos de proteção segue sendo obrigatório, mas em 2026 o diferencial está no controle. A empresa deve demonstrar:
- Seleção correta do EPI conforme o risco;
- Certificado de Aprovação (CA) válido;
- Treinamento de uso;
- Registro de entrega e fiscalização do uso.
EPCs como redes de proteção, extintores, hidrantes e kits de primeiros socorros precisam estar funcionais e com manutenção em dia. A ausência de controle é frequentemente interpretada como negligência.
Conclusão
Em 2026, prevenir acidentes de trabalho é uma decisão estratégica. Empresas que estruturam corretamente sua gestão de SST reduzem custos, evitam autuações, protegem sua reputação e, principalmente, preservam vidas.
Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa
Gestão preventiva e integrada
- Elaboração e revisão de PGR, PCMSO e LTCAT;
- Mapeamento e controle de riscos;
- Gestão de EPIs, EPCs e treinamentos;
- Integração total com o eSocial.
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