A adoção do ESG (Ambiental, Social e Governança) avança de forma consistente nas indústrias brasileiras, mas ainda revela um descompasso relevante entre conhecimento conceitual, estrutura formal e integração efetiva ao modelo de negócio. Dados recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que, embora o tema esteja amplamente difundido, sua maturidade operacional ainda é desigual entre os portes empresariais.
Por Lucas Esteves — Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.
Panorama da adoção do ESG na indústria brasileira
Segundo a CNI:
- 43% das indústrias já possuem estrutura dedicada ao ESG;
- Grandes empresas: 65%;
- Médias empresas: 38%;
- Pequenas empresas: 24%.
Os dados evidenciam que o avanço do ESG está diretamente relacionado à capacidade organizacional, à governança e às exigências regulatórias e de mercado.
Nível de conhecimento e maturidade prática
Embora o conceito esteja disseminado, a experiência prática ainda é limitada:
- 80% das indústrias afirmam conhecer o significado da sigla ESG;
- Apenas 19% declaram possuir ampla experiência na aplicação integrada do ESG.
“Os números mostram que o ESG já faz parte do discurso empresarial, mas o desafio real está em integrá-lo à gestão cotidiana, aos processos decisórios e ao modelo de negócio, especialmente por meio da gestão de riscos e da SST.”
— Lucas Esteves
Principais focos dentro do ESG
Pilar Ambiental
As iniciativas mais frequentes concentram-se em:
- Gestão de resíduos: 81%;
- Eficiência energética: 69%;
- Uso racional da água: 66%.
Pilar Social
O destaque absoluto está em:
- Saúde e Segurança Ocupacional (SST): 84%.
Esse dado reforça que a SST é, na prática, o eixo mais estruturado do pilar social dentro das organizações industriais.
Comparativo: ESG formal x ESG integrado ao negócio
| Aspecto | ESG formal | ESG integrado |
|---|---|---|
| Estrutura | Área isolada ou comitê simbólico | Governança integrada à estratégia |
| SST | Cumprimento mínimo legal | Gestão preventiva baseada em riscos |
| Indicadores | Relatórios descritivos | KPIs mensuráveis e auditáveis |
| Tomada de decisão | Desconectada do ESG | Decisões orientadas por riscos |
| Risco jurídico | Elevado | Reduzido e controlado |
O papel estratégico da SST no avanço do ESG
“Não é coincidência que a saúde e segurança ocupacional liderem o pilar social. A SST gera evidências, indicadores e resultados concretos, o que facilita a governança e reduz riscos trabalhistas e previdenciários.”
— Lucas Esteves
A SST se consolida como eixo estruturante do ESG ao:
- Reduzir passivos trabalhistas e previdenciários;
- Impactar diretamente produtividade e absenteísmo;
- Fortalecer a governança e a reputação institucional;
- Gerar dados objetivos para auditorias e relatórios.
Desafios para a consolidação do ESG
Entre os principais entraves observados estão:
- Tratamento do ESG como projeto paralelo;
- Baixa integração com a gestão de riscos;
- Indicadores desconectados da operação;
- Foco excessivo em imagem e comunicação.
Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa
Integração de SST ao pilar social do ESG
- Diagnóstico técnico de riscos ocupacionais;
- Estruturação de PGR, PCMSO e indicadores ESG;
- Documentação robusta e auditável.
Governança e conformidade
- Alinhamento entre SST, compliance e eSocial;
- Redução de riscos trabalhistas e previdenciários;
- Suporte técnico para auditorias e fiscalizações.
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