A Pesquisa Nacional Check-up de Bem-Estar 2025, realizada pela Vidalink, revelou um dado preocupante: 30% dos brasileiros não adotam nenhuma medida de cuidado com a saúde mental, mesmo diante do crescimento expressivo de quadros de ansiedade, estresse e esgotamento emocional no ambiente de trabalho.
O levantamento envolveu 11.600 profissionais de 250 grandes empresas, oferecendo um retrato consistente do cenário atual do bem-estar emocional no contexto corporativo brasileiro.
Por Lucas Esteves — Especialista em Medicina e Segurança do Trabalho e Sócio da AMBRAC.
O que a pesquisa revelou
Os dados apontam que, embora exista maior conscientização sobre a importância da saúde mental, isso ainda não se traduz em práticas efetivas de autocuidado.
Entre os principais achados:
- 30% dos trabalhadores não realizam nenhuma ação para cuidar da saúde emocional;
- A maioria reconhece níveis elevados de estresse e ansiedade;
- Há aumento da percepção de sobrecarga mental e pressão profissional;
- O cuidado com a saúde mental ainda é visto como algo secundário ou opcional.

O descompasso entre consciência e prática
A pesquisa evidencia um desalinhamento crítico: os trabalhadores sabem que a saúde mental é importante, mas não conseguem — ou não encontram condições — para cuidar dela de forma contínua.
Esse descompasso revela que o problema não é apenas individual, mas estrutural e organizacional.
“A conscientização existe, mas sem mudanças na forma como o trabalho é organizado, o autocuidado se torna inviável.”
— Análise recorrente em estudos de saúde ocupacional
Principais fatores que contribuem para a negligência
De acordo com o estudo, três fatores aparecem de forma recorrente como barreiras ao cuidado com a saúde mental:
- Rotina sobrecarregada: excesso de demandas, prazos curtos e múltiplas tarefas simultâneas;
- Pressão profissional constante: metas agressivas, cobrança permanente e baixa autonomia;
- Falta de acesso a recursos de apoio: ausência de suporte psicológico, programas estruturados ou orientação clara.
Quando esses fatores se combinam, o resultado é a normalização do sofrimento psíquico como parte do trabalho.
Saúde mental tratada como opcional: um risco real
Tratar a saúde mental como algo opcional agrava não apenas o estresse e a ansiedade, mas também gera impactos amplos:
- Comprometimento da saúde individual;
- Prejuízo nas relações sociais e familiares;
- Aumento de erros, conflitos e afastamentos;
- Queda de produtividade e engajamento;
- Riscos legais e previdenciários para as empresas.
Com a intensificação da fiscalização via eSocial e a ampliação do escopo da NR 01, os riscos psicossociais deixaram de ser invisíveis do ponto de vista normativo.
Saúde mental como eixo da gestão de SST
A partir do novo enfoque regulatório, a saúde mental passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Isso exige das empresas:
- Identificação de riscos psicossociais;
- Ações preventivas coerentes com os riscos mapeados;
- Integração entre liderança, RH e SST;
- Superação de iniciativas meramente simbólicas.
Conclusão
Os dados da Pesquisa Vidalink 2025 deixam claro que o desafio da saúde mental no trabalho não se resolve apenas com campanhas de conscientização. É necessário redesenhar o trabalho, ajustar expectativas, criar estruturas de apoio reais e incorporar o cuidado emocional como parte da gestão de riscos.
Empresas que insistirem em tratar a saúde mental como opcional estarão expostas a impactos humanos, operacionais e jurídicos cada vez mais relevantes.
Como a AMBRAC pode apoiar sua empresa
Diagnóstico de riscos psicossociais
- Mapeamento técnico de fatores de estresse e sobrecarga;
- Integração ao GRO conforme NR 01;
- Análise de coerência entre discurso e prática organizacional.
Programas estruturados de saúde mental
- Ações preventivas baseadas em evidências;
- Apoio à liderança e equipes;
- Fortalecimento da segurança jurídica e do bem-estar real.
Sua empresa trata saúde mental como prioridade ou como detalhe?
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